Boatos ou verdades?


Há muito vem-se assistindo a lamentáveis confrontos armados entre criminosos delinquentes e a polícia, especialmente a de São Paulo. Não são raras as vezes em que, após violentos tiroteios, aparecem muros pichados com a sigla “PCC” ou “Primeiro Comando da Capital”.

O PCC, segundo informações da imprensa, foi criado no Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté, em 1993. Hoje se encontra espalhado em 22 estados brasileiros, mais Bolívia e Paraguai. Por ser a maior organização criminosa do Brasil, sua renda é baseada no tráfico de maconha e cocaína, além de assaltos a bancos e roubo de cargas.

Estimam especialistas em segurança pública que em penitenciárias estão aprisionados cerca de 6 mil membros dessa facção. No entanto, os mesmos especialistas estimam que, apenas no Estado de São Paulo, haja hoje cerca de 1.600 mil membros do PCC em liberdade.

Se essas estimativas estiverem próximas da verdade, significa que o sistema penitenciário brasileiro está falido, não tem controle algum sobre seus presidiários.

Mesmo com diversos líderes presos e outros mortos em confrontos, as ações do PCC sempre têm sido muito intensas. Agora surge um boato, seguido de um fato, documentado pelo Jornal O Estado de São Paulo e compartilhado pelo blog de Ricardo Noblat. O título da reportagem é “Black Blocs prometem caos na copa com ajuda do PCC”. Para lê-la clique aqui.

Porém, após este fato, o boato criado hoje já está na internet. Diz que “o PCC irá atacar bares e restaurantes em todos os dias de jogos da Copa da Fifa”.

Muito embora o apoio do PCC, divulgado pelos Black Blocs, seja compatível com esse boato; embora a polícia estadual não tenha chance de conter ambos os grupos criminosos; por fim, agravado pela inépcia do desgoverno federal, quer-se crer que não passa de mais um boato provocador de tumulto.

Terá sido fruto de ação do PCC?

Terá sido fruto de uma ação do PCC?

Assim sendo, deixa-se registrado aqui mais este ato doentio e de má fé.

Humanidade ou Rescuing a hummingbird


Há uma bela poesia humana no ato garantir a vida de um filhote de ave silvestre. Até por que precisa haver muito sentimento humano e longa dedicação. O pequeno pássaro ficará dependente de seu salvador. Talvez para o resto de sua vida.

Recebi esse vídeo de um grande amigo, Homero Dias. Conhecemo-nos em 1964, cursando o científico no Liceu Franco-Brasileiro. Achei as imagens emocionantes por que conta uma pequena história de vida, tanto do frágil beija-flor, quanto do pré-adolescente que não conheço. Nunca nos vimos. De toda forma, rendo-lhe uma homenagem por sua atitude.

Espero que gostem de assistir a esse renascimento do humanismo. É a primeira vez que Sobre o Ambiente publica um vídeo nesse formato aberto.

A edição do vídeo ficou muito boa, com alegre música de fundo, própria para filhotes de pássaros e pré-adolescentes que não admitem destruir.

Horário político-eleitoral


Partidos sem um mínimo de conteúdo, apresentam inúmeros políticos “desconteudados”, a fazer promessas aberrantes. Essa é a prática adotada no Brasil desde que dois “horários nobres” diários, do sistema brasileiro de comunicação (rádio e tv aberta), foram “tomados pelo parlamento“, para obrigar a população a assistir ao “digno horário eleitoral[1]. Contudo, aqueles que podem pagar caro por transmissões via canal a cabo, estão livres dessa tortura diária.

No Brasil o tempo de tv é dividido entre os partidos através de numerosas burocracias, com regras estranhas e até draconianas. Dessa maneira pouco democrática, os políticos da situação sempre têm mais tempo para prometer suas patranhas, já conhecidas de longa data por todos.

O povo e o horário político gratuito

O povo e o horário político gratuito

Mas outros países têm modelo similar ao brasileiro. Por exemplo, África do Sul e Namíbia. No entanto, Dinamarca, França e Grã-Bretanha, embora também possuam “horário eleitoral”, o tempo de tv é igualmente dividido entre todos os “presidenciáveis”.

Acrescente-se um detalhe próprio do modelo dinamarquês. Somente falam na tv os partidos que tiveram destaque na eleição anterior. Esse destaque é dado por um número mínimo de votos. Abaixo dele, o partido fica calado, silenciado, e sequer aparece no horário gratuito. Trata-se de um quadro de tortura política moderada para os espectadores.

Salienta-se que nos Estados Unidos sequer existe horário eleitoral, muito menos gratuito. Quem quiser palanquear na tv, haverá de pagar o preço da publicidade, sempre estipulado pelo dono do canal. Os presidenciáveis precisam falar objetivamente para não terem seus próprios bolsos torturados.

Debates televisionados

A televisão a cores tornou-se comercial em 1954, nos EUA. Por isso, é provável que o primeiro debate televisionado entre presidenciáveis haja acontecido em 1960, entre John Fitzgerald Kennedy e Richard Nixon.

No Brasil o primeiro debate ao vivo quase aconteceu também em 1960. A extinta TV Tupi, tentou promover um debate entre Jânio Quadros, Adhemar de Barros e Henrique Teixeira Lott.  Mas Jânio fugiu para fazer um comício em Recife, na mesma data.

Assim, o primeiro debate televisionado brasileiro somente ocorreu em 1974, no Rio Grande do Sul, transmitido pela então TV Gaúcha. Os debatedores foram dois candidatos ao Senado: o jurista Paulo Brossard e o político Nestor Jost, ligado ao agronegócio.

Agora, em 2014, a expectativa do povo brasileiro é grande para ver Dilma, Aécio e Campos travando fortes contendas. Roga-se que sejam capazes de apresentar programas públicos reais e factíveis, dentro de prazos pré-fixados, sem preços sobrefaturados, capazes de atender às tão sonhadas mudanças que a sociedade brasileira, por fim, exigirá do vencedor. Deve-se salientar que o programa de máxima prioridade é colocar o Brasil de pé, novamente.

Porém, uma coisa é certa. Dilma e seu aparelho já tiveram mais de uma década – longos três mandatos sucessivos – para melhorar o país ou, pelo menos, deixa-lo decente e confiável para os jogos enriquecedores do comércio internacional. E o que fez a “mardita” até agora?

……….

[1] A lei que criou essa façanha data de 15 de julho de 1965. Está na hora de extingui-la. É retrógrada, reacionária e canibaliza a mente dos milhões de brasileiros mais pobres.

Escolhas, as ditas escolhas


Por Zik Sênior, o eremita.

Zik Sênior

Zik Sênior

Desde cedo, quando tinha somente cinco anos, aprendi que o ato de escolher nada mais é do que romper com dúvidas e seguir em frente. A primeira escolha que fiz foi diante da carne bovina que meu humilde pai ofereceu pela primeira vez, cheio de felicidade, ─ “Pode prova, fio”.

Era quase uma ordem nas mesas paraibanas de antanho. Por instinto, respondi de pronto: ─ “Quero não pai, dê pra meus irmãos, vou continuar comendo a carne seca de bode”.

Mas foi na adolescência que finalmente descobri que a escolha é um grito da liberdade, um vulcão que eclode de dentro de nós, para fazer com que superemos os medos de errar. Mas, mesmo tendo dúvidas, faça-se presente, afirme sua melhor escolha, pronto para “o que der e vier”. Assim dizia o pai.

Escolha o caminho da sua liberdade!

Escolha o caminho da sua liberdade!

A escolha é a antítese do medo, mesmo nas coisas de menor importância. “Quero tomar café com pão, mas não tem pão em casa. Vou até a padaria ou vou ao boteco e faço o desjejum?” Coisas simples, triviais. Vou pro boteco.

Acredite, tive que viver um século para ter consciência dessa antítese. Creio que cheguei até os 105 anos por esse motivo: nunca deixei pendências para trás, sempre decidi, acertando ou errando.

Certa vez, em 1942, quando tinha 33 anos, recebi uma “carta-convite do exército” brasileiro. Achei bastante estranho, pois já havia tempo que servira num batalhão de infantaria. Mas, de toda forma, apresentei-me na hora marcada, às 5 da madrugada. Logo um tal de sargento Porfírio chegou, um nanico a gritar sem estribeira, dizia a todos os convidados que, cedo, no dia seguinte, partiríamos para lutar na IIª Guerra Mundial, em terras italianas dominadas pelo nazi-fascismo.

Primeiro pensei em ir pro boteco. Depois, na calma do falecido pai tinha quando dava ordens aos onze filhos. Mas, pela insolência do sargento nanico (eu media um metro e noventa dois), o sangue paraibano ferveu nas veias. Aproximei-me dele a suar, contido, bati continência, e berrei junto a seu rosto, olho no olho, com a mão esquerda perdida no ar:

─ “Eu não vou pra porra de guerra nenhuma, senhor! Sou arrimo de família, tenho mãe doente, mais uma cacetada de irmãos com filhos para criar! Grato por sua compreensão…, Senhor!”.

Senti vontade de dar-lhe um bofete, mas escolhi aquietar-me. Não sem receio, virei-lhe as costas e sai pelo umbral de pedra do quartel. Mas nada me aconteceu. O sargento, caso estivesse vivo, decerto se recordaria de nosso embate. Pobre cidadão.

A prisão das escolhas

Diariamente, fazemos infinitas escolhas na vida. Acordar ou continuar a dormir? Aonde ir? Por qual caminho? O que devo olhar? Com que se alimentar? O que ler? Como se informar? Onde trabalhar? O que posso produzir? É uma infinidade de coisas que escolhemos. São escolhas primárias, muitas vezes puros atos reflexos inconscientes. Embora mais simples de realizar, todas elas são essenciais à nossa existência. As escolhas simples são o ar que nosso cérebro respira e com as quais se exercita para fazer escolhas mais complexas.

Em suma, acho que existir é saber escolher. Observo e concluo que fiz o inverso. Escolhi existir pelo menos durante os 105 anos saudáveis que andam a meu lado. Outros preferem carregar menos tempo de vida, mas sempre sobre os ombros, tal cangalhas pesadas. O que fazer? É uma escolha.

Escolhas complexas

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”, ponderou o notável poeta chileno, Pablo Neruda. Decerto, creio, Neruda se referia a escolhas mais complexas, não às individuais.

Acho que parte de seu verso é verdadeiro e justifico:

─ “Ouse não fazer escolhas! Obterá liberdade para tudo, inclusive para deixar de existir”.

Afinal, aquele que não faz escolhas fica livre de compromissos com tudo e todos. Assim, não se torna um prisioneiro de nada, pois deixa de existir em sociedade. Portanto, há verdade em Neruda, pois o indivíduo, paradoxalmente, torna-se prisioneiro apenas da própria liberdade.

As escolhas pessoais são mais simples. Contudo, há as escolhas coletivas que, sem qualquer dúvida, podem ser bastante complexas. O Brasil vive um importante momento de escolha coletiva, as eleições de 5 de outubro de 2014. E é sobre esse processo de escolhas sucessivas feitas por milhões de brasileiros que desejo comentar um pouco.

Escolha coletiva: eleições presidenciais

Em síntese, cada cidadão consciente – orgulho-me de ser um deles –, sozinho diante da urna, decide finalmente escolher seu candidato. Deseja que só haja um turno de votações, por que votar é um pé no saco, e que vença seu candidato! Acho que todos deveriam ser assim.

Passei por numerosas eleições presidenciais; tantas, que nem me dou conta. Porém, vivi mais de 50 anos sob o jugo de ditadores, populistas e oligarcas brasileiros. Eles são ávidos construtores de cenários obsoletos para a sociedade democrática, posso afiançar. O pai se exaltava e, descontrolado, dizia assim: ─ “O que eles querem é pudê!

Gostaria de ter tido tempo e maturidade para completar sua frase, mas com alguma mansidão: ─ “Pai, eles querem ‘pudê’ com a sociedade democrática, roubá-la sempre”.

Hoje, com a larga experiência acumulada, considero-me capaz de escolher qualquer elemento que queira candidatar-se à presidência do Brasil. Após três declarações de palanque sei se o elemento é democrático, ditatorial, populista ou oligarca. Reconheço-lhe a marca ou a laia.

Embora nas próximas eleições de outubro haja um sem número de candidatos, com partidos de fachada, vendedores de votos, “partidos off-shore“, etc., três têm-se destacado nas pesquisas de intenção de voto. Por sinal, um deles é tudo o que não desejo para a Administração do Estado Brasileiro. Trata-se de “elemento(a) ditatorial, extremista e oligarca”, conforme ficou demonstrado em sua existência política.

Para ter certeza de que não vou me decepcionar, jamais votei no partido que detém várias quadrilhas desses camaradas”!

Matriz de impactos ambientais


Ferramenta essencial para avaliação e gestão de impactos

Em geral, projetos de engenharia requerem a avaliação de seus impactos ambientais, visando a cumprir com requerimentos legais estabelecidos em diversos países. Sem essa avaliação, que é normal em países mais civilizados, não há como gerir da forma adequada suas obras e o empreendimento a que dão origem, depois de concluídas.

No Brasil não é diferente. Contudo, a forma normalmente utilizada precisa de mais suporte técnico-científico. Assim, por força dessa carência, foi desenvolvida, em 1986, a Teoria da Transformação do Ambiente (neste link encontram-se mais detalhes).

Com a aplicação prática desta teoria, resultam duas ferramentas essenciais à avaliação, capazes de estimar as ocorrências de impactos ambientais em uma dada região, com a implantação do projeto de engenharia – obras e operação do empreendimento decorrente. São elas, a HGSI e a Matriz de Impactos Ambientais que a representa em mais detalhes.

Uma breve descrição

A HGSI ou Hipótese Global de Situações de Impacto, constitui a árvore de eventos ambientais que representa a transformação do ambiente. Na copa da árvore encontra-se o evento principal, o Projeto de Engenharia, que é composto pelas intervenções das obras logo abaixo. Essas intervenções promovem várias alterações no ambiente que as recebe. Por fim, as alterações ambientais podem afetar o comportamento e/ou a funcionalidade do ar, da água, solo, flora, fauna e homem, dando origem aos chamados Fenômenos Ambientais.

Todas essas classes de eventos ambientais possuem impactos positivos e/ou negativos. Todavia, são mais visíveis, nas relações de causa e efeito que mantém a árvore de pé, através da Matriz de Impactos, abaixo exemplificada.

Matriz de impactos

Para elaborar a 1ª versão da matriz de impactos [1], alguns aspectos do projeto precisam ser conhecidos pelos analistas, tais como a área em que se localizará, suas vizinhanças, o porte do empreendimento projetado e traços específicos de sua futura operação.

Para o exemplo hipotético da matriz a seguir apresentada, considerou-se os seguintes aspectos do projeto de engenharia:

(i) A matriz refere-se ao projeto de uma Usina Hidrelétrica;

(ii) Será localizada na região Amazônica;

(iii) Tem com vizinhos mais sensíveis ao projeto uma tribo indígena e uma comunidade de pescadores de subsistência;

(iv) Formará um reservatório com área de 1.680 km2; e

(v) Sua potência instalada será de 12 GWh.

Usina hidrelétrica na Amazônia

Usina hidrelétrica na Amazônia

Por outro lado, somente para facilitar a leitura da matriz, fez-se uma avaliação a priori dos impactos dos eventos identificados. De forma bastante simplificada e não recomendável na prática, criou-se três níveis de impacto:

(i) Eventos com impacto positivo, grafados em azul;

(ii) Eventos com impacto negativo, grafados em vermelho;

(iii) Eventos com impacto não significativo, grafados em branco.

Segue a imagem da primeira versão matriz.

Projeto de Engenharia da Usina Hidrelétrica

Intervenções

Alterações ambientais

Fenômenos ambientais

Intervenções construtivas
Canteiro de Obras
Contratação de mão de obra
  Variação da oferta de emprego
Variação do nível de renda
Variação da arrecadação tributária
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos
Variação do risco de conflitos com comunidades locais
Variação dos níveis de comércio local
Variação da pressão sobre o sistema viário
Transporte de mão de obra
  Variação da qualidade do ar
Variação da pressão sobre o sistema viário
Variação dos níveis de ruídos e vibrações
Transporte passivo de vetores e agentes etiológicos
  Variação do risco de ocorrência de doenças e zoonoses
Operação de máquinas e equipamentos
  Variação da emissão de ruídos e vibrações
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação da pressão sobre o sistema viário
Variação do risco de acidentes de tráfego
Formação de vila livre
Essa vila visa a comercializar produtos e serviços, nem sempre considerados legais. A vila livre deve ser considerada como um evento à parte, recebendo tratamento específico para que não seja instalada. Trata-se da ação comercial de comunidades locais atraídas pela disponibilidade de dinheiro dos funcionários da empresa construtora, sobretudo de seus operários. Segue a estimativa de seus fenômenos mais prováveis.
Variação crescente dos processos de desmatamento
Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação da presença de espécies de hábitos peridomiciliares
Variação crescente do transporte passivo de vetores e agentes etiológicos
Variação do risco de ocorrência de doenças e zoonoses
Variação dos níveis de comércio ilegal local
Variação dos níveis de conflitos com comunidades locais
Reassentamento da população indígena
Variação crescente dos processos de desmatamento
Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação da presença de espécies de hábitos peridomiciliares
Variação dos níveis de conflitos com comunidades locais
Variação da cultura indígena primitiva
Variação do comportamento institucional público
Desmatamentos e limpeza de terrenos
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da biodiversidade da flora
Terraplenagem (corte e aterro)
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação dos níveis de ruídos e vibrações
Operação de jazidas de empréstimo
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da qualidade do ar
Variação da pressão sobre o sistema viário
Variação dos níveis de ruídos e vibrações
Variação do risco de acidentes no trabalho
Desmontes e transporte de material
  Variação dos níveis de ruídos e vibrações
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação do risco de acidentes no trabalho
Operação de botaforas
  Variação dos níveis de ruídos e vibrações
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação do risco de acidentes no trabalho
Evasão da fauna
  Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação dos habitats preferenciais
Variação da competição intra e interespecífica
Atração da fauna
  Variação da presença de espécies de hábitos peridomiciliares
Variação da ocorrência de doenças e zoonoses
Variação da ocorrência de acidentes com animais peçonhentos
Geração de efluentes líquidos
  Variação da qualidade da água dos corpos receptores
Variação da ocorrência de doenças e zoonoses
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Geração e Transporte de resíduos sólidos
  Variação dos riscos de acidentes viários
Variação do risco de ocorrência de doenças e zoonoses
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Vila Residencial e Operária
  Desmatamentos e limpeza de terrenos
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da biodiversidade da flora
Terraplenagem (corte e aterro)
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Evasão da fauna
  Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação dos habitats preferenciais
Variação da competição intra e interespecífica
  Atração da fauna
  Variação da presença de espécies de hábitos peridomiciliares
Variação do risco de ocorrência de doenças e zoonoses
Variação do risco de acidentes com animais peçonhentos
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Geração de efluentes líquidos
  Variação da qualidade da água dos corpos receptores
Geração e transporte de resíduos sólidos
  Variação do risco de acidentes viários
Variação do risco de ocorrência de doenças e zoonoses
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Sistemas de saneamento básico e drenagem
  Saneamento
  Variação da qualidade da água dos corpos receptores
Drenagem
Variação da drenagem superficial
Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Hotel de Passagem e Restaurante
  Contratação de mão de obra
  Variação da oferta de emprego
Variação do nível de renda
Variação da arrecadação tributária
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos
Variação dos níveis de comércio local
Variação da pressão sobre o sistema viário
Variação dos níveis de conflitos com comunidades locais
  Desmatamentos e limpeza de terrenos
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de particulados
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da biodiversidade da flora
Terraplenagem
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Evasão da fauna
  Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação dos habitats preferenciais
Variação da competição intra e interespecífica
Atração da fauna
  Variação da presença de espécies de hábitos peridomiciliares
Variação da ocorrência de doenças e zoonoses
Variação do risco de acidentes com animais peçonhentos
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Geração de efluentes líquidos
  Variação da qualidade da água dos corpos receptores
Geração e Transporte de resíduos sólidos
  Variação dos riscos de acidentes viários
Variação da ocorrência de doenças e zoonoses
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Estradas de acesso e caminhos de serviço
  Desmatamentos e limpeza de terrenos
    Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de particulados
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da biodiversidade da flora
Terraplenagem
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Evasão da fauna
  Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação dos habitats preferenciais
Variação da competição intra e interespecífica
Intervenções produtivas
Barragem, Vertedouro e Casa de Força
  Desmatamentos e limpeza de terrenos
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação da drenagem superficial
Variação da abundância da flora
Variação da biodiversidade da flora
Desmontes
  Variação dos níveis de ruído e vibrações
Variação da emissão de gases, particulados e odores
Variação do risco de acidentes no trabalho
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Terraplenagem
  Variação de processos erosivos
Variação de processos de assoreamento
Variação da emissão de gases, particulados e odores
  Formação do lago
  Variação da produção de hidrófitas
Variação da abundância da flora
Variação da biodiversidade da flora
Variação da qualidade da água do reservatório
Variação da biodiversidade da ictiofauna
Variação da abundância da ictiofauna
Variação da abundância de aves de ambientes aquáticos
Variação da abundância de espécies da herpetofauna
Evasão da fauna
  Variação da abundância da fauna
Variação da biodiversidade da fauna
Variação dos habitats preferenciais
Variação da competição intra e interespecífica
Atração da fauna
  Variação da presença de espécies de hábitos peridomiciliares
Variação da ocorrência de zoonoses
Variação do risco de acidentes com animais peçonhentos
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos (saúde)
Subestação de Energia
  Transformação e Transmissão de Energia
  Variação da produção de energia elétrica
Linhas de Transmissão
  Distribuição de Energia e Informação
  Variação do Tráfego de Energia
Variação do Tráfego de Informação
Variação das atividades de comércio e serviços
Variação das atividades de desenvolvimento industrial
    Variação da oferta de emprego
Variação do nível de renda
Variação da arrecadação tributária
Variação da qualidade de vida das pessoas
Variação da pressão sobre serviços sociais básicos

 Considerações finais

A HGSI e a Matriz de Impactos constituem a base para avaliação e gestão. É somente a partir da matriz finalizada que se torna possível ordenar e priorizar os eventos segundo seus impactos quantificados.

A partir desse ponto, torna-se possível elaborar um Plano Corporativo Ambiental que, após ser implantado, permitirá a gestão do empreendimento, visando a garantir seu desempenho ambiental otimizado. Mas estes planos não cabem neste texto, são assunto para artigo específico.

……….

[1] As matrizes de impacto são representações dinâmicas da transformação do Ambiente, dado que parte de suas alterações e fenômenos pode ser otimizada ou é temporária. Por isso, é desejável que tenham diversas versões sucessivas, atualizadas sempre que necessário.

Mais um circo montado


Por Simão-pescador, correspondente na Europa.

Simão-Pescador

Simão-Pescador

Durante um mês inteiro é facto que o mundo ficará quase improdutivo para assistir aos jogos mundiais de ludopédio, mais conhecido como football. Dizem ser o esporte das massas. Ou será que nem tanto? Não seria tão-somente o esporte de milhões de espectadores obcecados?

Vejam bem, com a população mundial à beira da casa dos 7,5 bilhões de terráqueos, creio que os “futiboleiros” fanáticos talvez alcancem, no máximo, a 10% dos habitantes da Terra. De toda forma, esses gajos são capazes de parar a produção para ficarem diante de uma telinha, vendo o circo montado. Mas cada um que interrompa seu trabalho cria um vazio implacável na linha de produção. Se 10% deles estacarem, imaginem as consequências disso durante um mês mundial! Façam as contas: durante 30 dias, 8 horas por dia, de 750 milhões de futiboleiros“, com remuneração média de 50 euros a hora. Um valor formidável para salvar qualquer miséria.

Aqui nas Maçãs, dentre os 122 pescadores que trabalham no mar, apenas quatro assistem aos jogos de ludopédio. Nós outros não gostamos deste circo. Até porque, por óbvio, peixes e crustáceos não veem pelejas de qualquer tipo. Assim, mantemos nossa atividade e diariamente levamos os pescados para o mercado do porto.

Que eu saiba, Portugal nunca foi campeão mundial, nem possui equipa preparada para isso. Os jornais dizem que há um lascarinho arrogante e convencido em nosso scratch que se acha insuperável. Mas também trazem notícias de que o bruto vive em cima de grave dúvida: se fica a jogar ludopédio ou se vira modelo de modas. Uma gracinha, o rapaz. Vai gostar de levar bolas na rede

Porém, cá estou a matutar, como se dará essa copa da Fifa no Brasil? Pelo que tenho lido na imprensa francesa, inglesa e norte-americana, mais as impressões que recebo do meu velho Zik Sênior, peço que não, mas creio que há um alto risco de ocorrerem muitos disparates e talvez até desastres.

Por setor de interesse, fiz uma breve análise das coisas essenciais a um país para receber a copa do mundo e permitir um mínimo de conforto aos visitantes. Mas muitas obras não foram concluídas nas doze ditas cidades-sede. Aeroportos, rodovias, mobilidade urbana e até mesmo vários estádios de ludopédio somente serão (?) completados após os jogos.

Aeroportos. O sistema aeroportuário brasileiro sempre foi fraco. Sem planos diretores para planejar a evolução futura de aeródromos, a tarefa de melhorá-los fica complexa. No entanto, com as doze cidades-sede da copa, foi programada às pressas a melhoria de alguns deles. Porém, muitos ainda se encontram com obras inacabadas, outros foram mal dimensionados e ficaram incapazes de atender sequer à demanda interna.

A sinalização vertical e horizontal de acesso e saída dos novos aeródromos ainda não foi feita. Os serviços da receita e da polícia federal também não estão operando em condições normais nos doze equipamentos. O sistema aeroportuário brasileiro continuará extra e ordinário após a copa.

Rodovias. O sistema rodoviário federal é precaríssimo. Dois estados se destacam em termos da qualidade de suas rodovias estaduais – Minas Gerais e São Paulo. Mas graças à política de concessão adotada por seus dirigentes. Não tenho informação sobre melhoria de estradas para o evento mundial de ludopédio. Porém, tudo leva a crer que continuam esburacadas, margeadas por capim alto, sem acostamento, com desastres à vista.

Mobilidade urbana. Neste setor aconteceram as maiores barbaridades urbanas em várias cidades-sede. Houve projetos de toda natureza – metrô, veículo leve sobre trilhos, trem-bala, novas vias urbanas, viadutos, BRT e outros mais. Tudo financiado por bancos públicos, com obras executadas por “empreiteiras selecionadas”. E é óbvio que nem tudo ficou pronto pros jogos. Por sinal, houve projetos que seguiram direto ao lixo! Mesmo assim, a população destas cidades está transtornada com o trânsito imobilizado, com o ruído crescente e a emissão diária de toneladas de poeira, que é obrigada a respirar.

Estádios. Sem estádios – ou Arenas, como queiram – não há ludopédio. Isto é um facto. Como eram doze estádios a serem obrados, aconteceu um verdadeiro festival de inépcia ou de canalhice. O povo brasileiro pagou o triplo do que fora orçado inicialmente para as ditas Arenas. E várias estão incompletas para os jogos, embora já inauguradas com toda pompa. Com um monte de tesourinhas nas mãos, “autoridades”cortam fitas de inauguração, às vezes cantam o hino nacional e, impolutas, amealham sua parte.

O circo subdesenvolvido chegou

O circo subdesenvolvido chegou

Porém, o caso mais aberrante é o da Arena de Brasília. O custo do estádio chega a 1,6 bilhão de reais. Possui 71.000 assentos, numa cidade onde sequer existe ludopédio. Ou melhor, existe sim, mas na 4ª divisão e sem plateia de circo que o pague.

Segundo o jornal Estadão on-line, se o governante distrital enfim decidir fazer as obras de mobilidade previstas, “estimadas em R$ 294 milhões”, o valor da Arena pode atingir à cifra “de 1,901 bilhão de reais”. Meus amigos, ao diacho com a cleptocracia implantada!

Esses são os quatro segmentos de obras que considero básicos para o conforto dos visitantes durante os jogos. Entrementes, há alguns aspectos de suma importância a serem salientados, mais exatamente o da segurança pública e dos chamados movimentos sociais. Vamos lá.

Segurança pública. Logo de início, pergunto-me: ─ “Como um partido político, ao assumir o governo central em 2003, poderia sequer pensar em segurança pública, se já praticava os desastres iniciais que redundaram no Mensalão?” Claro que ocorreria a dissidia interna, com algumas cabeças cortadas, pois assumira o poder justamente para cometer atos desse tipo.

Mas no caso da copa mundial de ludopédio tudo ficou diferente. Talvez em homenagem a Fifa, o governo federal investiu a bagatela de 1,5 bilhão de reais, em equipes de policiais treinados (polícias federal, militar e civil), um monte de militares do exército, da marinha e aeronáutica, bem como equipamentos de segurança, que envolvem até tanques de guerra. Fonte: site da CBN.

Zik disse-me ontem que há pouco um jornal da tv mostrou a inauguração de “uma grande central de controle”, destinada a receber todas as matérias produzidas pela mídia internacional e, depois, distribui-las para veículos interessados. Pelo que entendi – posso estar errado –, essa central possui um colosso digital capaz de consolidar o que for produzido pelas equipes mundiais de jornalismo – vídeos, vozes, sons, fotografias e textos.

No entanto, os pesados investimentos em segurança pública estão preocupados em garantir a tranquilidade de brasileiros e estrangeiros presentes aos jogos, contra atos de terrorismo externo e interno. Mas, cá com meus botões, o governo central também não estaria querendo impedir protestos e movimentos sociais ordeiros, espontâneos e democráticos?

Em resposta, creio que sim. Porém, não posso acreditar que o colosso digital da central de controle, ou coisa que o valha, seja usado para “filtrar imagens que danifiquem a cara do Brasil perante o mundo”. Seria um descalabro a vã tentativa de trancafiar a boca da imprensa internacional. Até porque, a Fifa tem direito de imagem dos jogos de ludopédio.

Se há alguém que ganhe dilúvios de dinheiro com “copas de mundo”, estes são a Fifa e seus “sócios locais contratados”, que montam o circo e, no caso específico do Brasil, isentou-a formalmente de pagar impostos. Afirmo que o documento assinado pelo governo brasileiro e a Fifa deve ser entendido como um Contrato Formal de Corrupção.

Em tempo

Fuleco” é um nome extremamente feio e infeliz para o “boneco” que representa a copa da Fifa no Brasil. Isto porque o ato de fulecar só pode ser entendido través de seu significado real na língua portuguesa, qual seja: “Perder, ao jogo, todo o dinheiro que se leva” [1].

Assim, há três interpretações possíveis para o que significam fuleco e fulecar. Ou os cidadãos brasileiros vêm sendo sistematicamente fulecados durante as obras da copa, ou os turistas que chegarem em cada cidade-sede terão larga chance de serem fulecados diariamente. Ou ambas, o que é óbvio.

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[1] Cliquem em “Fulecar“, in Dicionário Priberam.

Fascismo por decreto?


Acaba de ser criada a “Política Nacional de Participação Social”, através do decreto no 8.243 (abra o link), o qual diz que visa a “consolidar a participação social como método de governo”. Mas, afinal, o que isso significa, o que é um “método de governo”?!

Lendo os 22 artigos do longo e detalhado decreto – quando é possível entende-lo –, observa-se uma brutal produção de burocracias, totalmente incompatíveis com a Governança Pública (abra o link). Por sinal, já debatida neste blog, e entendida como a limpeza definitiva de processos burocráticos, que a tudo retardam, anulam a eficiência empresarial e causam graves depressões na economia do país.

Com tanta coisa necessária e urgente a ser feita para a nação, depois de 12 anos andando para trás, por que inventar esse “novo método de governo”?

Pois bem, segundo o decreto, a sociedade civil é conceituada como “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.

Além de ser uma definição pretensiosa, é indefinida e ameaçadora, pois dentro dessa “dita sociedade civil” cabem tudo e todos. Basta que o governo “tenha desejos”, os quais são conhecidos por todos em sua essência. Sob essa ótica, portanto, deve ser entendida como uma definição de natureza fascista e ditatorial.

O fascismo não passará

Ao contrário, se for considerada a visão histórica de Alexis de Tocqueville [1] – estudioso das democracias ocidentais –, a sociedade civil seria definida através de “seus cidadãos, de sua capacidade de se associarem em iniciativas produtivas, bem pelo poder de determinar [pelo voto] quais estadistas poderão governar a nação”.

Porém, o decreto do governo destaca que os “movimentos sociais institucionalizados ou não, suas redes e suas organizações” são parte própria da sociedade civil. Isto, sem dúvida, é um ato de cooptação [que soe ser paga] de grupos de pessoas desorganizadas. É como admitir fazer uma sociedade com pessoas que não precisam cumprir as necessárias formalidades sempre exigidas. Pior ainda é fazê-lo, através de uma lei, em nome do governo do país.

Por acaso, algum dia, a sociedade brasileira foi consultada e aprovou o teor desse decreto?

No decreto, Artigo 3º, relativo às diretrizes do programa, lê-se: “IV – direito à informação, à transparência e ao controle social nas ações públicas, com uso de linguagem simples e objetiva, consideradas as características e o idioma da população a que se dirige”.

Será que a parte da diretriz grafada em azul significa “falar português da forma incorreta, com sintaxe errada e frases desconexas”? Será que os membros do governo possuem a necessária competência para falar o dialeto específico do cidadão que os interpela? Decerto, não. Possuem muita “verborreia” e nada mais.

Mas se é para chegar a esse nível de detalhe, na mesma diretriz há que ser esclarecido o que significa “direito … ao controle social nas ações públicas”. No texto da lei não está claro quem controla quem. Seria melhor que constasse da diretriz o “controle social das ações públicas”. Ou seja, que ficasse evidente que é a sociedade que precisa controlar as ações do governo. Se bem que isto já é feito há muito, sem depender nem um pouco deste decreto.

De todo modo, o objetivo não é fazer uma análise de conteúdo das várias páginas do decreto. Seria necessário redigir um compêndio de observações. No entanto, não se acredita que a “Participação Social na administração do Estado”, da forma imposta pelo decreto, vá ocorrer algum dia. Não possui conteúdo, é inverossímil, abstrato e sem poder legal. Ou trata-se de um tiro no pé, numa atitude bastante arriscada de guerra contra o legislativo, ou mais uma cortina de fumaça eleitoreira.

Contudo, sempre cabe o aviso de Nietzsche: “E aqueles que foram vistos a dançar, foram julgados insanos pelos que não podiam escutar a música”.

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[1] Visconde de Tocqueville, também conhecido por Alexis de Tocqueville (1805-1859), foi um pensador político, historiador, sociólogo e escritor contemporâneo francês.