Houve uma organização, por descaso uma quadrilha!


Passamos uma década em estado de desenfreada corrupção pública. No momento, parece que estamos vivendo em estado de fatídica corrupção moral, com o governo elogiando a corrupção passada. Todavia, há quem diga que continuamos na mesma desgraça servil e financeira, governados de forma deletéria por uma única agremiação partidária.

Somos muitos patriotas, tal como os franceses, italianos, ingleses, japoneses e canadenses, dentre outros povos nacionais. Acreditamos que o Brasil, caso seja bem governado, abrirá espaços culturais, artísticos e até econômicos para pousar no planeta como um território de primeira grandeza. Por sinal, na matéria ambiental, ainda dispomos da melhor natureza do 1º mundo. Desculpe-nos a imodéstia.

Contudo, não podemos permanecer calados. Precisamos ecoar bem alto o que tem sido discutido, reverberado, votado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470 (vulgo Mensalão Nacional). Afinal, somos brasileiros e não queremos permanecer sendo roubados absurdamente por nosso próprio governo. Nem ontem, hoje, nem nunca mais. Chega e basta! Lugar de ladrão é na cadeia.

Penitenciária para todos os ladrões

Como cidadão impomos que tenhamos um governo transparente e democrático, um governo honesto e realmente para todos. O desenvolvimento proposto há uma década, com base em ideologias totalitárias, foi um desastre social e econômico. Criou uma “nova” classe média que sequer é capaz de morar e viver fora de favelas.

Sem qualquer demagogia, o quadro social brasileiro herdado pelo novo governo há dois anos, é uma verdadeira e desonesta miséria nacional. O Brasil poderia haver crescido no mesmo ritmo da China, mas seu governante preferiu fazer “política social” com o ‘rabo da verdadeira classe média’.

Com franqueza, não sabemos o quê mais falar. Apenas, juntos com toda a população brasileira, pedimos cadeia para todos os ladrões do erário publico, sem qualquer exceção.

Ainda assim, mesmo se estivermos enganados (o que duvidamos), houve ou há uma enorme quadrilha multinacional, com cara e jeito de humilde “organização produtiva”.

Fotografando em segundos


Há fotógrafos e fotógrafos. E nós explicamos o que isso significa.

Existem profissionais da fotografia que são capazes de focar magníficas imagens no meio da multidão e extraí-las delicadamente para presenteá-las aos olhos dos admiradores desta arte. Normalmente, possuem equipamentos infernais, de primeira qualidade, câmaras, lentes, filtros, tripés etc. Dominam todas as técnicas de incidência de luz, domam as sombras que desejam em cada foto e raciocinam em lapsos de segundo, produzindo verdadeiras telas de pintores famosos. São soberbos trabalhando, fotógrafos máximos, são profissionais.

Porém, há amadores que também são incríveis nesta arte. Não possuem equipamentos caros, nem sequer sabem que há técnicas e maestria envolvidas na fotografia. Possuem apenas faro para instantes a fotografar e nada mais.

Recebemos um arquivo contento 30 fotografias de um desses farejantes. Um verdadeiro bloodhound das fotos. Suas imagens nem sempre têm foco, profundidade e corte adequados. Apenas são imagens que merecem ser guardadas.

Para o farejante Jean Michel “esses detalhes são secundários“. Selecionamos algumas imagens de sua autoria para partilhar neste blog.

É assim que eu arranho tudo

Palitando os dentes

Chega, esta é a última que faço

Sai da frente que eu tô passando!

Essa é mais leve, é moleza

Ah!, se não fosse essa flor…

Redentores

Calma, calma, não foge não

Poste, sai já da frente!

Com cara de cachorro

É ferro na bigorna

Quem é o Gay?

Salientamos que um profissional também é capaz de fazer fotos similares e com muito maior destreza. Mas, nem sempre estão presentes a situações como estas.

Recebemos a minuta do livro!


A Editora Publit acaba de nos enviar o texto impresso de “A Arte da Sustentabilidade” para fazermos a revisão final. Temos muito trabalho pela frente para ler e revisar 622 páginas de técnicas e processos metodológicos. Mas, temos certeza de que valerá a pena.

Em breve o site do livro vai estar disponível e os interessados poderão adquirir a versão do livro em e-book. Pedimos aos amigos e seguidores deste blogue que torçam pelos resultados desse trabalho.

Ilustração da capa. Muito obrigado por sua arte, Paulo Stocker!

Agradecemos a todos os que nos têm acompanhado nos 5 meses de existência deste blogue. O número de seguidores e visitas confirma que estamos no caminho certo.

Três vivas à Sustentabilidade!!!

7° Congresso Internacional de Bioenergia


Participe do 7° Congresso Internacional de Bioenergia

Data: de 30 de Outubro a 01 de Novembro de 2012.
Local: Centro de Exposições Imigrantes – São Paulo – SP – Brasil.
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo – SP.

Centro de Exposições Imigrantes

O evento promovido pela Universidade Federal de São Carlos, consolidado como o mais importante fórum de discussões sobre energias renováveis do Brasil, projeta agora sua abrangência a países da América Latina. São Paulo foi à capital escolhida para sediá-lo. São aguardados mais de 2.000 congressistas participantes.

O número de trabalhos técnicos também irá aumentar, projetando-se em mais de 800 projetos de pesquisadores, professores, graduandos e analistas do Brasil e do exterior.

Juntamente ao Congresso acontecem vários eventos paralelos, como seminários, rodada de negócios, mostra e exposição, apresentações de trabalhos técnicos orais, premiação. Tudo isso em um único local e com a presença dos mais destacados especialistas em energias renováveis do Brasil e de vários países.

O 7º Congresso tem o propósito de discutir o aproveitamento racional dos resíduos da indústria, da agricultura e lixo urbano, bem como estimular novas tecnologias como fontes de energias alternativas, colocando frente a frente técnicos e especialistas do Brasil e de outros países com interesse nesta tecnologia.

Veja detalhes no website do evento: http://www.bioenergia.net.br/congresso/br/index.php.

Às escondidas


Às escondidas

Por Marina Silva, publicado pela Folha de S. Paulo, em 21/09/2012.

A usina de Belo Monte, ao secar a Volta Grande do rio Xingu, expõe ao sol da opinião pública algo mais que o limo das pedras. A empresa canadense Belo Sun Mining, do grupo Forbes & Manhattan, pretende fazer ali o “maior programa de exploração de ouro do Brasil”, investindo mais de US$ 1 bilhão para extrair quase cinco toneladas por ano do precioso metal.

Já no Relatório de Impacto Ambiental da usina constava o interesse de 18 empresas em pesquisa e exploração mineral na área, mas o Ibama achou esse dado irrelevante.

O licenciamento da mineração está sendo feito pelo governo do Pará. Tudo indica que o conhecimento do potencial mineral só é segredo para a população, os “investidores” têm o mapa da mina há tempos.

O Brasil vive uma nova “corrida do ouro”, silenciosa e oculta da opinião pública, mas intensa ao ponto de fazer a atividade mineradora saltar de modestos 1,6% para expressivos 4,1% do PIB em só dez anos.

Nem é preciso dizer que esse aumento, embora inserido na ascensão brasileira na economia mundial, é continuidade da velha condição de colônia: as riquezas do subsolo brasileiro destinam-se, em sua quase totalidade, ao comércio exterior. As “veias abertas da América Latina” (feliz e triste expressão de Galeano) continuam sangrando.

Por trás dos grandes negócios e notórias fortunas, sempre financiadas e facilitadas pelo Estado, se oculta um submundo de devastação ambiental e violência contra populações tradicionais.

O Congresso Nacional avoca para si o poder de demarcar terras indígenas e nelas licenciar atividades econômicas, enquanto discute um novo Código Mineral e a criação de uma agência para o setor.

Enquanto isso, pedidos de licenças para pesquisa e exploração continuam a ser concedidas aos que chegarem, em processo pouco transparente.

No Congresso, debate-se mudanças na lei para dificultar a demarcação de novas áreas de proteção (reservas, parques, quilombos, terras indígenas), diminuir o tamanho das já demarcadas e licenciar a exploração de suas riquezas. Na forma como são feitas, as mudanças atendem à demanda de grupos econômicos alheios aos interesses da sociedade e do país.

O governo entra com a negociação no varejo da política e as justificativas publicitárias do “interesse nacional” e da “inclusão social”. À sociedade falta o que poucos detêm: informações profundas que possibilitam definições estratégicas que atendam a interesses mais amplos.

Na vida pública brasileira, o debate superficial das questões mais importantes se assemelha à infantilização promovida pelos candidatos que se oferecem para cuidar do povo. A conversa dos adultos, entretanto, é feita às escondidas. Até quando?

Opinião de “Sobre o Ambiente”

Já é conhecida esta prática aceita pelo setor elétrico brasileiro. Dado que a usina irá afogar diversas áreas, existindo metais preciosos nas mesmas, eles são explorados com elevada velocidade. São conhecidos como Projetos de Exploração Intensiva e criam os famosos “milionários-relâmpago” (no caso, bilionários em US$).

O grave problema é a total falta de gestão e controle ambiental nesses processos do silêncio. Enriquecem alguns poucos e detonam tudo à volta, inclusive pessoas, ribeirinhos e indígenas que “apanham e ficam a ver navios”. Na década de 1980, presenciamos esta tenebrosa experiência em outra hidrelétrica.

Corrida do ouro em Serra Pelada, PA

Por outro lado, também não é admissível que seja criada uma nova Serra Pelada, como foi o caso paraense, emblemático e tétrico. Recordamos que em 1979, um garimpeiro encontrou ouro no local (onde foi criada uma grande vila livre, depois batizada de Curionópolis). O ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki, fez o anúncio oficial da existência do metal em Carajás.

A partir de 1980, levas de migrantes se deslocaram para o Pará e ocuparam o garimpo, que pertencia à fazenda Três Barras, com concessão de mineração cedida à então Cia. do Vale do Rio Doce.

A área da mina, com cerca de 5.800 ha, foi totalmente destruída e, em 2011, acabou nas mãos da mineradora canadense, Colossus Minerals, que se associou à Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada.

Importante acrescentar que, em 1984, a Vale do Rio Doce recebeu indenização de US$ 59 milhões pela perda da concessão da mina por quebra de contrato. Fica assim a questão: quem foi que pagou a conta?

Arara-vermelha-grande (Ara chloropterus)


Arara-vermelha-grande (Ara chloropterus)

Internacionalmente conhecida como “Red-and-green Macaw”.

A arara-vermelha-grande é uma ave psitaciforme da família Psitacídea. É conhecida também como arara-verde e arara-vermelha.

Mede cerca de 90 cm de comprimento e pesa cerca de 1,5kg. Possui variada coloração com predomínio da cor vermelha, parecida com a Arara-canga, da qual se diferencia pelo vermelho mais escuro.

Tem a face decorada por linhas delgadas de penas vermelhas, pelo verde na parte média das asas que continua até a parte de trás. Possui asas com extremos azuis, rabadilha e ponta do rabo também azuis.

Reprodução de foto da © Wikiaves

Trata-se de uma ave magnífica, ocorrente desde o Panamá até Santa Catarina (no Brasil), sendo encontrada também na Venezuela, Bolívia, Peru, Argentina e Paraguai.

Nidifica em pequenas grutas em penhascos e outras áreas escarpadas e, na falta destes, em ocos de árvores. Bota 2 ou 3 ovos. Alimenta-se do fruto do buriti e de pequenos cocos.

Normalmente anda em bandos, mas também pode voar em casais. Habita a copa de florestas altas, matas de galeria, campos com árvores isoladas, buritizais e coqueirais, até a altitude de 1400 m.

Apresentamos nessa nota o vídeo de autoria de Ciro Albano, feito em Mato Grosso do Sul, no chamado Buraco-das-araras. Vale admirar a região e o bando das araras em suas evoluções espetaculares. Clique aqui.

Estimando a “Área de Impacto” de uma hidrelétrica


Diríamos que a maioria das pessoas quando escuta falar em impacto ambiental entende que são efeitos negativos atuantes sobre o ambiente, decorrentes de alguma atividade humana. No entanto, ao ouvirem que uma medida governamental “impactará a economia” de um país ou de um continente, admitem que a economia possa ser beneficiada pela decisão tomada.

Parece ser um paradoxo, mas é perfeitamente explicável, pois não faz muito tempo que executivos de alto escalão em órgãos ambientais públicos afirmavam que a legislação ambiental brasileira vigente não previa a existência de “impactos ambientais positivos”.

Para simplificar a discussão criamos o conceito específico de Área de Impacto, que é assim descrito:

“Conjuntos de sistemas ecológicos [áreas territoriais] que sempre são transformados de forma negativa pelas alterações, fenômenos e riscos ambientais promovidos por um empreendimento em suas etapas de projeto, construção e operação”.

Orquídea cara-de-macaco (Dracula simia)

Seguindo a orientação do conceito (e esperando que também as determinações da lei vigente) vimo-nos diante de um desafio técnico: estimar a área de impacto de uma usina hidrelétrica, fazendo uma relação com a área de seu reservatório. Em outras palavras, quantas vezes a área de impacto será maior ou menor do que a área de floresta alagada pelo reservatório, caso estejamos construindo uma hidrelétrica no meio da Amazônia?

Sem a preocupação de exaurirmos o problema, listamos todas as áreas onde prevemos que a ocorrência de impactos negativos é garantida ou bastante provável:

  • A área do canteiro de obras e de suas diversas estruturas anexas (gestão da obra; vila residencial; vila operária; restaurantes; banheiros; almoxarifado; hotel; hospital; estacionamentos; pátio de manobras; oficinas; posto de abastecimento; usinas de solo, brita, concreto e asfalto; paiol de explosivos e etc).
  • As áreas (estados) em que serão contratados os operários das obras.
  • As áreas (estados) em que serão contratados máquinas, equipamentos, caminhões e viaturas para o canteiro de obras.
  • As áreas de acessos rodoviários a povoados, cidades e, talvez mesmo à capital de algum um estado, de forma a prover de insumos as necessidades das obras e das pessoas envolvidas.
  • As áreas que serão desmatadas ou apenas limpas (e que ficarão com seus solos expostos aos elementos).
  • A área ocupada pelo reservatório da usina, inundando áreas florestadas e/ou solos cultiváveis.
  • As áreas de reassentamento de eventuais colonos e tribos indígenas.
  • As áreas de interface com a mata primitiva, com eventuais colonos e com tribos indígenas.
  • As áreas de eventuais atividades produtivas que serão interrompidas: agricultura, pecuária, exploração mineral, exploração madeireira etc.
  • As áreas de evasão da fauna.
  • As áreas de ocupações desordenadas após a criação da vila de livre para comércio em geral.
  • As áreas de ocupações nos dois lados dos eixos de rodoviário à usina, nem sempre ordenadas.
  • As áreas de pedreiras e jazidas de empréstimos.
  • As áreas destinadas a botaforas, para os detritos e escórias da construção civil.
  • As áreas de lixões que serão criadas inexoravelmente.

Embora possa haver outros, consideramos que esses quinze itens já representam uma boa medida para a área de impacto de uma hidrelétrica amazônica.

Partimos da premissa que quanto maior for o lago do reservatório, mais potente precisará ser a estrutura da barragem e do vertedouro, de maneira a conter e operar o grande volume d’água estocado no reservatório.

Nessa medida, fica evidente que todos os quinze itens acima deverão ser obrigatoriamente ampliados, resultando impactos adversos mais intensos, mais frequentes e distribuindo-se por áreas maiores, dentro e fora da Amazônia, considerando a contratação de mão-de-obra, de máquinas, caminhões e equipamentos.

Com a previsão de construção das 29 novas hidrelétricas na Amazônia, com reservatórios inundando 9.375 km², é bastante razoável estimar sua Área de Impacto Total em pelo menos de 20 a 30 vezes maior, ou seja, variando entre 187.500 e 281.250 km². É uma previsão assustadora, tendo em vista muitas outras atividades que já degradam a região e outras que passarão a ter energia disponível para degradá-la ainda mais.

Admitindo a pior hipótese, que suas implantações sejam decisões definitivas, sem possibilidade de reversão, uma forma racional para tentar amenizar os impactos adversos significativos destas 29 novas hidrelétricas é a de criar um amplo Programa de Gestão Ambiental e da Sustentabilidade da Amazônia – PGASA, cujo gestor seja uma unidade do Inpa – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, tornando-a responsável por todos os licenciamentos ambientais de empreendimentos dos setores de energia, petróleo e mineração existentes e previstos para a região.

Para instalar mais MW, afoga-se outros 9.375 km² da Amazônia!


Uma área equivalente a quase oito vezes a da cidade do Rio de Janeiro.

Não bastassem os criminosos desmatamentos e queimadas permanentes, que se sucedem sem o devido controle na região amazônica, o governo federal planeja a construção de mais 23 novas usinas hidrelétricas na mesma região, além das seis que já se encontram em obras e mais duas que entraram em operação a partir de 2011 (Estreito e Santo Antônio).

Ou seja, devemos aguardar na Amazônia mais 31 usinas hidrelétricas operacionais, com um total de 42.529,5 MW de potência instalada. O que não significa que irão gerar toda essa energia. Potência instalada é bem diferente e maior do que a capacidade efetiva de geração de energia.

Ressaltamos que neste quadro não estão consideradas, dentre outras, as hidrelétricas de Tucuruí, Samuel, Manso e Balbina. Esta última, considerada o maior crime ambiental cometido pelo setor elétrico brasileiro (até agora). A UHE Balbina, que gera menos da metade da energia que possui instalada (250 MW), emite dez vezes mais gases do que uma termoelétrica a carvão – dióxido de carbono e metano[1].

Vista aérea de uma usina hidrelétrica

E é sobre esta visão “moderna”, um tanto midiática e pouco técnica, que se refere a “empreendimentos sustentáveis” como sendo somente aqueles que não geram “emissões de gases do efeito estufa”, que desejamos fazer algumas observações. Isto porque alguns profissionais da mídia parecem acreditar que sempre que não houver emissões gasosas “o empreendimento é verde e sustentável”. Balela…

De fato, não têm a menor ideia da alta severidade dos impactos ambientais adversos que podem ser gerados por uma usina hidrelétrica. E por sinal, são muito diversos, bem mais complexos e vão além da emissão de gases e particulados na atmosfera. Balbina é uma das poucas exceções, senão a única.

Após trabalharmos em diversos estudos ambientais para usinas hidrelétricas, participando de boas equipes técnicas, aprendemos que é possível antever o que poderá ocorrer na região em que elas serão implantadas, mesmo antes de realizar uma primeira inspeção de campo. São os resultados desse aprendizado que queremos partilhar com os leitores.

Publicamos um artigo no blogue chamado “A Teoria Geral da Transformação do Ambiente”. Como se tratava de um arquivo em Power Point, que precisava ser gravado, sua visitação foi relativamente pequena. Todavia, o mais importante é que essa teoria vem sendo aplicada com sucesso desde 1986. Ela permite que sejam identificadas as obras que serão feitas (intervenções ambientais), os manejos que estas obras obrigarão ou induzirão que aconteçam (alterações ambientais) e as mudanças de comportamento e/ou de funcionalidade dos fatores ambientais manejados (ar, água, solo, flora, fauna e homem).

A partir desta identificação preliminar elabora-se uma matriz contendo as relações de causa e efeito (causalidade) entre as intervenções, as alterações e os fenômenos passíveis de ocorrência. Todas essas três classes de eventos ambientais possuem potencial para gerar impactos ambientais (benéficos, adversos ou inexpressivos). Chamamos de Matriz de Impactos Ambientais, que nada tem a ver com a mal utilizada Matriz de Leopold.

Elaboramos a matriz para uma hidrelétrica genérica, admitindo que a sua localização seja no ambiente mais sensível em termos de sofrer impactos ambientais, considerando suas intervenções previstas em projeto, as alterações decorrentes que acontecerão no ambiente e os fenômenos delas derivados, passíveis de ocorrência no ambiente.

Cada evento da matriz recebeu a notação abaixo como sendo a mais provável de ocorrer:

  • Evento Vermelho: portador de impactos ambientais adversos, negativos.
  • Evento Azul: portador de impactos ambientais benéficos, positivos.
  • Evento Preto: portador de impactos ambientais de baixa expressão.

O que pudemos observar é a grande quantidade de impactos muito além das emissões gasosas.

Analisando e ponderando sobre a matriz, verifica-se que a desculpa para justificar esta “energia limpa” chega a ser infantil. Motivos há para manter nossa matriz energética com mais geração hidroelétrica. Mas, decerto são outros, nada têm a ver com a não emissão de gases.

Selecione o link abaixo (.pdf) e analise a matriz.

Matriz de impactos ambientais de usinas hidrelétricas.

Fontes: Aneel, EPE, Eletrobrás, Wikipédia e O Globo.


[1] “O índice de emissão de Balbina é dez vezes maior que o de uma termelétrica a carvão. Ela emite 3 toneladas de carbono por megawatt-hora; em uma térmica esse índice é de 0,3 tonelada de carbono por megawatt-hora” – segundo Alexandre Kemenes, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Conceito e Preconceito


Conceito e Preconceito

Escutamos e lemos quase todos os dias alguém acusando a outrem de ser preconceituoso, discriminador, mentiroso e outros adjetivos similares associados ao tema do preconceito. No entanto, nunca ouvimos alguém fazer esta afirmação:

─ “Você é conceituoso”.

Mas ressaltamos que esta palavra não significa que o sujeito acima abençoado seja um “construtor de conceitos”, um “conceituador”. Em verdade, conceituoso é sinônimo de sentencioso, judicioso, ponderado. Igual ao nobre gorila…

Conceituoso…

O uso dessas palavras – conceito e preconceito – é bastante comum, muito embora nem todos hajam atentado para seus reais significados. Por isto, vejamos.

Significado de Conceito [do latim conceptu]

(1) Representação de um objeto pelo pensamento, por meio de suas características gerais.

(2) Ação de formular uma ideia através de palavras; definição; caracterização.

(3) Consiste na descrição detalhada de um objeto, seja ele material ou abstrato, permitindo a compreensão do que é o objeto e de como ele se comporta.

A par de existirem várias outras definições para “Conceito”, a de número (3) é a que mais se adequa ao propósito deste artigo.

Podemos assegurar que Conceitos são os elementos que fundamentam a geração e a construção dos conhecimentos em geral, bem como os meios básicos para a educação e, sobretudo, os fundamentos para a comunicação entre pessoas e organizações.

Sem o domínio dos conceitos básicos e principais da área de interesse de uma pessoa, ela decerto não terá meios para compreender seus processos. Ou, pelo menos, terá várias dificuldades.

Uma imagem do conceito de Ambiente

Significado de Preconceito [do latim praeconceptu]

(1) Conceito antecipado, formulado a partir de um julgamento impróprio, sem a presença de qualquer conhecimento dos fatos e sempre com sentido depreciativo sobre pessoas, grupos, instituições ou objetos.

(2) Análise tendenciosa, falsa e mentirosa.

(3) Discriminação voluntária, provocativa ou agressiva.

Também existem outras definições para Preconceito. Todavia, as três acima, combinadas, são suficientes para o presente artigo.

Asseguramos uma coisa: preconceitos constituem os piores meios de impedir a geração e a oferta de conhecimentos para todas as sociedades. Destroem qualquer nível da educação, sobretudo a pública, e anulam a comunicação entre pessoas e instituições, embarreirando-a com princípios da ignorância, que logo se tornam os únicos e verdadeiros Dogmas do Estado.

Se preconceitos são formulações antecipadas, emitidas a partir de um julgamento impróprio, sem qualquer conhecimento dos fatos, se são análises falsas e tendenciosas, agressivas e provocativas, então as mentiras podem estar erigidas sobre “preconceitos planejados”.

E não são raras as oportunidades em que preconceitos são formulados simultaneamente por diversos políticos, de maneira articulada, sempre na busca de confundir e silenciar a mídia sem cabresto. São preconceitos de bancadas quando confirmam sua honestidade (mentira), seus princípios públicos (mentiras), sua importância e realeza (mentiras safadas); quando juram que amam o “o povo brasileiro” e tudo farão para melhorar a sua qualidade de vida (mais mentiras).

O que estamos assistindo na televisão é um fato: enquanto o “amado povo” batia palmas para ouvir promessas e receber esmolas, está sendo comprovado pela mais alta corte do país que uma grande quadrilha formada por diversos partidos políticos e empresas fantasmas roubava o Estado durante quase três anos. Isso é um Conceito.

Preconceito foi a balela permanente que escutamos de inúmeros políticos brasileiros, pertencentes a vários partidos, desde o retorno do Brasil ao estado democrático, há exatos 27 anos.

À sua escolha: ou um profissional ou um amador


“Se você pensa que é muito caro contratar um Profissional para o trabalho, espere até contratar um Amador” – Autor anônimo, mas curioso.

Para uma empresa bem montada que opera em mercados competitivos não parece haver dúvida quanto à verdade da afirmação genérica acima: sempre contratar bons profissionais e somente em raras ocasiões pensar em “amadores”, posto que eles podem se tornar muito dispendiosos.

Ficamos agora com a necessidade de esclarecer o que é um profissional e um amador, através de suas diferenças básicas, se existirem.

Qualquer pessoa que se considerar um profissional em sua área de atuação, precisará, em nossa opinião, possuir várias habilidades, dentre as quais destacamos as seguintes:

  • Ter conhecimento científico e/ou técnico na sua área de trabalho;
  • Ter experiência comprovada nas atividades que irá executar;
  • Apresentar postura adequada, com as seguintes características de ordem pessoal: benevolência, moderação, probidade, objetividade, inteligência, disciplina e uso permanente da autoavaliação profissional;
  • Saber trabalhar em equipe e gostar desse tipo de participação;
  • Partilhar nas horas certas seus conhecimentos com os demais membros da equipe;
  • Receber de bom grado e lealmente os conhecimentos que lhes são oferecidos por outros pares da equipe.

E como diferenciar o Amador do Profissional? Diríamos que por apenas um leve detalhe:

  • O Amador ainda não possui experiência suficiente para atuar nas atividades que lhe serão oferecidas na empresa.

Todas as demais habilidades podem ser encontradas nos bons amadores. No entanto, naturalmente falta-lhes a vivência profissional adequada, tanto em termos do tempo dedicado, quanto da natureza dos trabalhos que já realizou.

Assim sendo, parece-nos que o “anônimo” cometeu um equívoco ao usar o termo “amador” em sua frase definitiva, posto que o Amador também é um profissional, muito embora com menor experiência de trabalho. Mas, somente “ainda”, conforme grifamos. Caso deseje, logo poderá ingressar na classe dos profissionais mais experientes e terá uma equipe de trabalho para coordenar, na qualidade de jovem profissional.

Não temos dúvida que os amadores de hoje carregam desde cedo muito mais informação e discernimento do que os amadores do passado. Graças a isso, em menor espaço de tempo acumulam mais conhecimentos e experiências decorrentes de seus trabalhos. Não precisam mais de trabalhar durante incansáveis doze anos para se tornarem profissionais seniores. Daí decorre, em especial nos jovens profissionais, uma importante habilidade da qual ainda não falamos: a engenhosidade.

A engenhosidade é a qualidade de quem possui talento para inovar através de projetos viáveis, em todas as instâncias da viabilidade: ambiental, técnica, social, econômica e financeira. Em outras palavras, e de forma bem objetiva, montar engenhos necessários de serem realizados, com baixos custos e mercados potenciais expressivos. E não é por acaso que a tendência dos jovens profissionais bem formados é a de criar e desenvolver engenhos desse tipo. O que precisam para realizar sua engenhosidade é de profissionais seniores com competência para avaliar os riscos envolvidos e decidirem seguir em frente com o engenho proposto.

Concluímos afirmando que Amadores não existem mais na atualidade. Todos são potencialmente jovens profissionais, que começam trabalhando como estagiários, depois tornam-se trainees e, caso tenham suas habilidades reconhecidas, graduam-se como Jovens Profissionais.

Sapataria antiga, mas sofisticada

Vale considerar que, ao falar sua frase, o anônimo talvez estivesse pensando em profissões mais antigas, individuais, quase artesanais. Mas, mesmo assim, o antigo sapateiro da esquina ensina a algum jovem como seguir nesta profissão e manter a loja aberta no futuro.

─ “Sola inteira ou meia sola, doutor?”

A Síndrome do Fogo


A Síndrome do Fogo

Os motivos de inúmeras áreas vegetadas do país sofrerem incêndios e queimadas são bastante variados. Desejar-se-ia que somente fossem afetadas por efeitos das descargas elétricas de raios ou relâmpagos. Desta maneira, ambos os fenômenos seriam frutos de ações da própria natureza e poderiam ser chamados de “incêndios do acaso”. Assim, a própria natureza que os engendra seria a encarregada de conte-los, assim como sempre fez, mesmo antes dos humanoides existirem no planeta (há cerca de 200 mil anos), com seu “corpo de bombeiros” também atuando ao acaso.

Incêndio ao acaso

Todos são capazes de constatar que essa visão platônica do planeta não é mais verdadeira e decerto jamais será recuperada. O que assistimos é exatamente o contrário. Raios de fogo são responsáveis ocasionais por incêndios em matas e campos, tal como ocorrem no norte da Austrália. Incêndios criminosos são a causa maior da brutal extirpação de áreas verdes em todo o país, sobretudo nas regiões de clima seco, durante o período do inverno e parte da primavera (análise com base na região centro-oeste).

As famosas “queimadas controladas” já constituem prática consagrada pela agropecuária. Dizem os responsáveis por este ato que o fogo é sempre utilizado de forma “racional”. Este foi o primeiro passo para o uso irracional do solo no país. Foram sendo desenvolvidos métodos para controlar queimadas. Todos usando o antiquado processo do “ensaio e erro”. Sem planejamento adequado, sem apoio de cientistas, fazendeiros de todos os tamanhos, ensaiando e errando, dizimaram milhares de quilômetros quadrados de florestas, matas, savanas e campos limpos ao longo de décadas, em especial nos biomas da Amazônia, do Cerrado e da Mata Atlântica.

“Queimadas controladas”. Quem garante?…

Na última década, com o Congresso Nacional discutindo várias propostas para “atualizar” o Código Florestal Brasileiro, ora beneficiando pecuaristas e agricultores, ora desenhado melhor para o lado do ambiente, assistimos ao surgimento do que chamamos de Síndrome do Fogo: se o proprietário de uma fazenda ou de um lote de terreno faz uma “queimada controlada”, imediatamente seus vizinhos fazem a mesma coisa, ocasionando queimadas não controladas que se multiplicam e acabam sendo incêndios florestais de imensas proporções.

Muitos estados brasileiros possuem o IEF – Instituto Estadual de Florestas, encarregado de manter e garantir a integridade de Unidades de Conservação Ambiental, pois estas também sofrem com a Síndrome do Fogo, ou seja, com incêndios estúpidos e criminosos. Seus profissionais – engenheiros florestais, biólogos e técnicos habilitados – correm riscos de vida sistemáticos, ano a ano, enfrentando queimadas aleatórias em diversas áreas do estado.

Parabenizamos a todos eles, mas lamentamos que uma política nacional de “queimada e desmatamento zero”, em todos os biomas brasileiros, ainda não haja sido cogitada pelo Congresso Nacional.

Ao que parece, a Síndrome do Fogo parece fazer muito bem aos cofres particulares de muitos parlamentares, que se dizem representantes da vontade de toda a população brasileira.

Um novo site para vocês


Estamos organizando um novo site, dedicado somente à comercialização do livro “A Arte da Sustentabilidade – Integrando a Organização ao Ambiente“.

Ilustração de Paulo Stocker – “Clovis”

O livro ainda não se encontra disponível. Porém, estamos na reta final de sua edição digital. Em seguida iremos disponibilizá-lo no novo site aos interessados nas áreas da Gestão Ambiental e da Gestão da Sustentabilidade.

Não temos dúvida que os modelos e metodologias constantes deste livro são relevantes para o conhecimento de todos os profissionais, sejam da área ambiental ou não.

Ter o domínio conceitual, técnico e processual destas práticas permitirá a ampliação da visão cultural e profissional do mundo, assim como a sua aplicação em trabalhos e serviços diários.

Sobre a anarquia mundial de princípios e valores


Sobre a anarquia mundial de princípios e valores

O cenário mundial encontra-se em seu mais amplo processo de anarquia moral, ética, política, econômica e humanitária, seja por parte dos líderes das nações que conformam o chamado Grupo dos Sete, seja pelos líderes de nações consideradas ainda emergentes e seja também função do elevadíssimo número de cidadãos do planeta que se esqueceu de todos os princípios e valores de humanidade para que continuem, eles próprios, a existir. Trata-se do mais desgastante processo jamais vivido no planeta em toda a existência dos humanoides.

Assim, em português objetivo e claro, acho que devemos considerar e refletir:

─ Será que a espécie humana está galopando para trás, retornando no tempo algo como 200 mil anos?

Anatomicamente, o homem moderno evoluiu do Homo sapiens arcaico durante o Paleolítico Médio, há cerca de 200.000 anos. Aproximadamente há 50.000 anos, o comportamento moderno do homem já tinha iniciado seu desenvolvimento, incluindo a linguagem, a música e outras expressões culturais.

Há 10.000 anos, a maioria dos seres humanos vivia como caçador-coletor, em pequenos grupos nômades. O advento da agricultura gerou o acesso a grande quantidade de alimentos, permitindo a formação de assentamentos permanentes, a domesticação dos animais e a utilização de instrumentos metálicos. A agricultura incentivou o comércio e a cooperação, resultando em sociedades mais complexas. Devido à importância desta época para o surgimento das primeiras sociedades humanas, esse período foi chamado de “Era dos Humanos”.

Caçadores-coletores. Os de hoje usam terno e gravata.

Há cerca de 6.000 anos, os primeiros Estados Nacionais desenvolveram-se em três regiões: (i) na Mesopotâmia, (ii) no Saara, às margens do Rio Nilo, e (iii) no Vale do Indo (sudoeste da Índia). Além disso, foram formadas forças militares para a proteção das sociedades (?). E, por fim, foram criadas burocracias governamentais para facilitar a administração dos Estados. Foi exatamente aí que onde nasceu e ainda mora o maior perigo: burocracias monstrengas e repetitivas que administram e governam os Estados Nacionais e ainda dizem que criam facilidades. Resta saber para quem.

Os caçadores-coletores aos poucos foram se tornando corruptores-coletores, empoleirados nas burocracias governamentais e “facilitando” as atividades de seus companheiros.

Há cerca de 3.000 anos começaram a serem desenvolvidas ideologias que representassem os vários grupos identificados. As sociedades subdividiram-se e passaram a necessitar de “representantes de grupos”. Na verdade, não necessitavam, mas estas ditas representações populares foram insufladas nos povos por grandes oradores. Assim que, as burocracias cresceram ainda mais. E continuam a crescer até os dias de hoje, formando incontáveis instituições públicas, mas de propriedade exclusiva dos governantes dos Estados, eleitos direta ou indiretamente, pelos “representantes de classes”.

No Brasil, especificamente, o processo de evolução foi similar no que tange às governanças do Estado Nacional. Por se tratar de uma pré-nação criança, mesmo que bastante robusta como um forte adolescente, o Estado foi fundado por seu colonizador, antes mesmo de possuir uma sociedade. Do colonizador foram exportados para as terras brasileiras inúmeros bandos de corruptores-coletores.

Contudo, juntos também vieram nas caravelas os primeiros jesuítas que, ao se encontrarem com os indígenas, não souberam caso se tratavam de povos primitivos ou descendentes diretos de Adão. Mas, sem dúvida, afirmavam que haviam descoberto o Paraíso!

E passaram-se vários séculos até que o Brasil fosse saqueado pelos bandos de corruptores-coletores em milhões de toneladas das riquezas de seu solo, do nosso solo. Ouro, prata, platina, pedras preciosas, madeiras diversas, dentre outras riquezas que foram saqueadas e utilizadas como pagamento das eternas dívidas do colonizador. Muito curioso, parece que todas essas riquezas foram “devolvidas” a quem sempre haviam pertencido. Mesmo antes de terem sido descobertas.

Há pouco mais de 500 anos, essa nos parece ser a origem do comportamento humano no Brasil contemporâneo: roubos, saques, crimes variados, debaixo de leis instituídas e legitimadas pelos próprios criminosos.

No século XXI assistimos abismados à sanha da maioria dos descendentes dos antigos colonizadores: muito poucos jesuítas e um infindável número de quadrilhas organizadas de corruptores-coletores.

Os jesuítas criaram escolas e universidades de qualidade e a elas se dedicam. Os quadrilheiros, governam, legislam, julgam e fazem o país galopar para trás em extrema velocidade, transformando o sistema público em pilhas de pó, coletando as propinas que exigem e sempre facilitando as proezas de seus queridos companheiros.

Método para selecionar e contratar funcionários


Método para selecionar e contratar funcionários

Dizem que esse método empírico é o mais eficiente e eficaz para a seleção dos melhores candidatos a vagas em sua empresa. Atente para os detalhes.

Preparando a seleção

  • Coloque todos os candidatos dentro de um grande galpão fechado.
  • Disponibilize 200 tijolos para cada um dos candidatos à vaga.
  • Não dê qualquer orientação sobre o que devem fazer com os tijolos.
  • Tranque-os no galpão.
  • Após seis horas, volte e verifique o que fizeram espontaneamente.

Pilhas de tijolos

Análise dos resultados e auxílios para a contratação

  • Os que contaram os tijolos, contrate-os como contadores.
  • Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, decerto serão auditores.
  • Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Controle da Produção.
  • Aqueles que picaram os tijolos em milhares de pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto para a área de Tecnologia da Informação.
  • Os que estiverem sentados, sem fazer absolutamente nada ou batendo papo-furado, seguem para o Departamento de Recursos Humanos.
  • Os que já tiverem ido embora, sem ter noção do que poderiam, serão Gerentes.
  • Os que estiverem olhando pela janela, com o olhar longínquo, perdido no infinito, serão os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.
  • Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso, demonstrando que sequer tocaram nos tijolos – e que jamais fariam isso – cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.
  • Os que levantaram um muro e se esconderam atrás dele, fazendo muito barulho, serão do Departamento de Marketing.
  • Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum no galpão, são notórios advogados, encaminhe-os ao Departamento Jurídico.
  • Os que reclamarem que “os tijolos estão uma porcaria, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas”, coloque-os na área da Qualidade.
  • Os que construíram cavernas de tijolos e rasgaram suas roupas para fazer árvores de pano, coloque-os na área ambiental da empresa.
  • Os que começarem a chamar os demais candidatos de “companheiros”, elimine-os imediatamente antes que criem um sindicato.

Atenciosamente,

Psicólogo Chefe

Pensar, pensar muito mesmo, refletir…


Significa perseguir o sentido da paciência e da tolerância, embora ambas estas características precisem ter limites muito bem definidos na cabeça de cada cidadão.

Texto de “Shei-La Si-Phu Lee”.

Introito

Acordei hoje bem cedo e estava apavorado. Sonhara com alguns flashes dos grandes pesadelos atuais: política e economia em crise generalizada, péssimas relações entre Estados, mentiras sistemáticas dos gestores de Estados, corrupção desenfreada, peculatos, lavagens de dinheiro, tráfico de drogas universal, terrorismo, muitas guerras, grandes lotes diários de assassinatos a granel, ganância extrema pelo poder e completa falta de condições para a educação básica, produzindo analfabetos em série na rede escolar pública. Terríveis foram os meus pesadelos e minha total incapacidade de controla-los. Acordei com a mente e alma lancinadas.

Herdei de minha família, com secular tradição asiática, muitas das coisas das quais não possuo meios de abandonar. Todas são bem maiores do que eu e sinceramente não desejo perde-las, ao contrário, preciso reforça-las e transferi-las para meus filhos. Sei que isso de muito pouco adianta, pois o que serão meus três herdeiros face às toneladas dos herdeiros que amam as desgraças e trapaças que estamos vivendo?

Bebi uma caneca de café bem preto, deixei minha família na cama quentinha e segui para o campo. Fui caminhar imerso no silêncio de minha solidão. Acredito piamente que ela é a melhor companhia para os que desejam encontrar verdadeiras soluções. Ela é a grande mestra da mente e do corpo.

A caminhada por dentro da solidão

Solidão e solução

A grama tenra, úmida e ordinária fazia bem aos meus pés descalços. Refleti os pesadelos que foram avulsos e desorganizados como em todos os sonhos. Analisei-os segundo a ótica freudiana e não identifiquei qualquer figura de sexo associada a eles. Porém, segundo Confúcio, percebi que precisava organizá-los para poder compreendê-los em suas essências e inter-relações.

Logo fui capaz de destacar aqueles que estavam acima de minha humilde competência daqueles que tenho meios de intervir, quais sejam: “mentiras sistemáticas dos gestores do Estado, corrupção, peculatos, lavagens de dinheiro, tráfico de drogas, terrorismo de Estado, grandes lotes diários de assassinatos a granel, ganância extrema pelo poder e completa falta de condições para a educação básica”.

Alguns cidadãos haverão de dizer que não possuem condições para melhorar esses cenários deletérios. Cabe-me dizer a todos que, além da minha família Si-Phu Lee, suas próprias famílias não só podem, quanto devem interceder. Senão física e materialmente, pelo menos ética e moralmente, através de extrema pressão política sobre os corruptos e os Ministros do Supremo Tribunal Federal que, atualmente, julgam uma “merreca” do grupo deles (desculpe-me o termo).

Creio que será a partir desse início de conversa que poderemos organizar várias formas de resposta ao cenário que estamos sofrendo sem qualquer anuência de nossa parte.

Final

Você quer saber quem sou eu? Sei lá se isso importa. Sou apenas um pobre pensador, um fazedor de histórias pequenas da minha própria vida. No máximo sou igual a você e nada além. Só peço e, de certa forma, imploro, que você entenda meu raciocínio. Se for capaz, siga-me ou então melhore minhas propostas que, sem dúvida, minha família e eu o seguiremos. Seja a nossa melhor escola.

Assinado por Shei-La Si-Phu Lee.

Eles e Nós, nessa ordem


Eles e Nós, nessa ordem

ou “Afinal, somos Primatas?”…

A Zoologia classifica os Símios e o Homem em uma mesma superfamília (Hominoidea) e, em consequência, afirma que ambos descendem do mesmo ancestral. Em síntese, Macacos e Homem são pelo menos contraparentes.

No entanto, suas descendências evolutivas percorreram caminhos bem diferentes, muito embora seus comportamentos ainda possam ser comparados até hoje. Chega a ser cômico!

O cansaço de repetir a mesma coisa, sempre e várias vezes, é inegável.

Por favor, de novo não…

A organização educada das filas para fazer alguma coisa é essencial com a explosão demográfica.

Espera a sua vez, entra na fila!

A forçada “imaginação” da modelo fotográfica estreante, buscando seus quinze minutos de fama. Faz qualquer foto.

O que você acha, sai bem nessa foto?

A preocupação materna com seus rebentos.

Calma, vou deixar as crianças e volto já já…

Ajudar ao próximo, seja um conhecido ou não, é fundamental para manter a sociedade unida.

Cuidado, ai dá choque!…

O humor de cientistas e intelectuais nem sempre mostra sua importância para o planeta.

Depois porra!. Não tá vendo que eu estou ocupado…

O cansaço da repetição, a ordem na fila para alguma coisa, a “imaginação” da modelo fotográfica estreante, a maternidade manifesta, a capacidade de orientar ao próximo e o humor do “intelectual” são perfeitos retratos dos melhores humanos.

Referência:

O melhor contrato bate dentro do peito


O acordo (ou contrato) que sonhamos é aquele que bate dentro de nosso peito, assim como do seu também. E nada, nada, nada mais…

Há acontecimentos inexplicáveis que acontecem ao acaso, sem dia ou hora marcada, e que reúnem espontaneamente muitas pessoas desconhecidas até aquele momento. Por exemplo, imaginem um foco de incêndio em uma área vegetada. É bem possível que várias pessoas que nunca se viram antes se juntem para tentar interromper o início de uma possível grande queimada. Correm riscos até de vida, todos arriscam-se, sem haver combinado nada antes, sem terem contratos ou pagamento para realizar esta tarefa bastante arriscada.

Podemos citar várias situações similares em que esta motivação realmente humana se faz presente e fala bem mais alto do que a nossa própria integridade pessoal. Diríamos que talvez se trate da consequência do sentimento elementar da luta pela sobrevivência de nossa própria espécie, quem sabe.

Mas, houve uma situação especial e inusitada que precisa ser conhecida por todos. Aconteceu na praia de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, Estado do Rio, há cerca de um ano ou mais. Em um belo dia de sol, com céu de Brigadeiro, um grupo de golfinhos nadou em direção da areia, seguindo seu líder. Estavam completamente desorientados, o que é um fenômeno muito raro de acontecer com golfinhos.

Golfinhos desorientados na praia de Arraial do Cabo

Havia poucas pessoas na praia além de um cinegrafista amador estrangeiro. Ele filmava o mar, certamente encantado, quando observou que na área da arrebentação um grupo de peixes vinha reto e rápido em direção da areia. E realmente foi o que aconteceu, todo o grupo de golfinhos encalhou na areia. Debatiam-se sem alternativa, decerto tentando corrigir o incorrigível raro engano. Veja o vídeo do turista a seguir e depois siga conosco, refletindo sobre o que aconteceu.

http://elcomercio.pe/player/1384898.

Quase todas as pessoas que estavam na área ou passavam na hora uniram-se para salvar os golfinhos. Raros foram os que ficaram apenas olhando. Nada poderia ter sido combinado, pois todos estavam surpreendidos com o fato. Poucos sabiam o quê e como proceder. Mas, em poucos segundos todos se tornaram doutores em salvar golfinhos encalhados.

Com absoluta certeza asseveramos que os “guarda-vidas de golfinhos”, nunca antes treinados, jamais se esquecerão do dia em que enfrentaram e venceram a luta pela sobrevivência de uma outra espécie animal, não sapiens sapiens.

Em nossa opinião, mesmo que leigos na matéria ambiental, estas pessoas descobriram de forma inconsciente que podem salvar o Ambiente Planetário. Sem acordos ou contratos, apenas com muita disposição voluntária.

Quinta edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia


Ciência para os Oceanos.

A Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO apresenta a quinta edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2012), que será realizada entre os dias 13 a 16 de novembro de 2012 no Centro de Convenções Sul América, na cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Paralelamente ao CBO’2012, será também realizada a VII Feira Técnico-Científica Brasil Oceano.

Centro de Convenções Sulamérica

O CBO’2012 ocorrerá no Centro de Convenções SulAmérica, que está situado na Av. Paulo de Frontin, Cidade Nova, bem ao lado da Prefeitura do Rio, região central da cidade.

Sua localização é privilegiada, já que está a apenas 15 minutos do Aeroporto Santos Dumont, a 20 minutos do Aeroporto Tom Jobim, a menos de 10 minutos da Rodoviária Novo Rio e ao lado da estação do metrô Estácio-Cidade Nova.

Além disso, as principais linhas de ônibus que circulam pela cidade passam pelo local, facilitando o deslocamento.

Local do evento:
Av: Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (+ 55 21) 3293-6700.

Para obter mais informações acerca dos eventos da AOCEANO acesse o website http://www.cbo2012.com/.

Participe da quinta edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia – CBO’2012 e venha conhecer o que a cidade do Rio de Janeiro oferece àqueles que se dedicam ao conhecimento e desenvolvimento das ciências marinhas.

“Paralimpíada” ou Paraolimpíada?!


Afinal, o quê realmente vale: a correção da língua portuguesa ou a marca registrada de uma organização?

Os Jogos Paraolímpicos foram realizados pela primeira vez em 1960, em Roma. Tiveram origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, após as primeiras competições esportivas para deficientes físicos, visando a motivar militares atingidos na Segunda Guerra Mundial. Desde então, esses jogos ocorrem sob a égide do mesmo evento entre nações.

Parabéns à delegação Paraolímpica brasileira!

Em Portugal e outros países lusófonos, parece que sempre escreveram “Paralimpíadas” para denomina-los. A nós, pouco importa essa opção de diversas nações que falam a língua portuguesa. Contudo, no Brasil sempre se escreveu “Paraolimpíadas”. Até que neste ano de 2012 surgiu esta agressão “paralimpíca” ao vernáculo. Ou seja, vejam que piada, dizem que a mudança ocorreu por determinação do International Paralympic Committee, que não usa “olímpico” porque essa palavra é marca registrada do Internacional Olympic Comittee.

Patético, como se o uso da palavra Olímpico pudesse ser propriedade exclusiva de uma organização ou de um grupo de indivíduos.

Sobre esta matéria um atento navegador da internet disse o seguinte:

“O termo Paralimpíadas é um anglicismo, que soa ser a palavra resultante da composição de “paraplégico” e “olimpíadas”. É um termo inadequado e incorreto. Outras nações lusófonas o adotaram irracionalmente. O Brasil historicamente usa “Paraolimpíadas”, união entre do prefixo “Para” (proximidade, semelhança, intensidade) com “Olimpíadas”. Lógico, adequado, “inclusivo” e justo. Conforme a língua portuguesa respeita a todos os atletas e é democrática. Além disso, os atletas paraolímpicos são homenageados pela Lei nº 12.622, de 8 de maio de 2012, que institui o Dia Nacional do Atleta Paraolímpico”.

Os significados da palavra Rapina


Todos os sinônimos de “Rapina”.

A princípio, trata-se de um substantivo feminino. Mas possui boa quantidade de significados distintos e também pode ser um verbo: eu rapino, tu rapinas, ele rapina. E eles rapinam…

Originalmente, refere-se às famílias de aves que possuem características típicas, ou seja das aves de rapina, também chamadas por rapinantes. São aves carnívoras e apresentam bicos recurvados e pontiagudos, garras fortes e visão de longo alcance. São aves velozes na captura de seus alimentos quotidianos, tais como grandes artrópodes, peixes, anfíbios, pequenos mamíferos e outras aves. Cada rapinante está adaptado para caçar um tipo de animal ou um certo grupo deles.

Ave de rapina em ação

Contudo, com a evolução dos usos, hábitos e costumes, “rapinante” tornou-se sinônimo de indivíduo que vive de extorsões. É usualmente chamado de “rapina”, ou seja, ator que sabe, gosta ou precisa de rapinar (verbo transitivo e intransitivo) todo o tempo, em tudo o que faz na vida.

Deste costume surgiram na sociedade diversos outros sinônimos para “rapina”:

  • Roubo violento: ação ou ato de furtar outrem realizado em conjunto com meios violentos de dissuasão, como armas ou práticas de grupos de ladrões. O mesmo que assalto à mão armada.
  • Extorsão: ato ou processo de extorquir, obtenção de alguma coisa pela força, ato de roubar cometido por um ser que se entende como humano.
  • Rapinagem: condição daquele que vive de rapinas, conjunto de rapinas, tendência para rapinar. O mesmo que ladroagem.
  • Traficância: ato ou efeito de traficar, negócio fraudulento, negócio fora da lei, ilegal.
  • Usura: prática de juros superiores ao estabelecido por lei ou pelo uso, modo de vida do usurário, agiotagem.

Os “rapinas” mais notórios de nossa sociedade atuam e praticam diariamente todos os sinônimos acima. São os chamados “poli-rapinas”, vivem para rapinar. Porém, atenção, o prefixo “poli” significa “em grande quantidade, múltiplo, muito”. Não há como confundir.

Tenha muito medo de mim. Eu ganharei todas as paradas!

Mas, nem tudo está perdido, pois rapina tem um único sinônimo que traduz exatamente o que mais desejamos, qual seja:

  • Vigilância: atenção, zelo, diligência, cuidado e precaução com alguém ou alguma coisa.

Assuste-se: Metodologia para Mapeamento de Riscos de Corrupção


Assuste-se: Metodologia para Mapeamento de Riscos de Corrupção

Publicada em janeiro de 2008, pela organização Transparência Brasil, a “Metodologia de Mapeamento de Riscos de Corrupção” é estranha mas pode ser valiosa, desde que efetivamente aplicada em todos os órgãos públicos ou, no mínimo, nas instituições do Poder Executivo.

Preliminares

A Transparência Brasil afirma na introdução da metodologia que “o projeto foi desenvolvido pela Transparência Brasil em parceria com a Controladoria-Geral da União com o intuito de desenvolver uma ferramenta de prevenção a práticas que caracterizem corrupção nos processos decisórios da administração pública”.

Por seu turno, a CGU declina na apresentação do mesmo documento que “com o presente projeto, desenvolvido em parceria com a Transparência Brasil, a Controladoria-Geral da União dá um passo importante no sentido de acompanhar a tendência mundial de aprofundamento das ações preventivas contra a corrupção, colocando à disposição do gestor uma ferramenta que lhe permite conhecer os aspectos que expõem a risco a integridade de sua instituição e agir antecipadamente para evitar o problema”.

Não fica claro em ambas as falas o que está sendo chamado por “parceria”, uma vez que a equipe de trabalho do desenvolvimento metodológico, que aparece listada no documento, parece-nos pertencer apenas a Transparência Brasil. Além disso, a metodologia somente é encontrada em seu website, não tendo sido descoberta no website da CGU, na seção “Publicações e Orientações”. Nela se encontra uma série de cartilhas, inclusive usando histórias em quadrinhos da Turma da Mônica (uso para meio alfabetizados). E seguem manuais que envolvem a prevenção dos processos da corrupção. Todos publicados somente a partir de 2009. Mas, além disso, também apresenta revistas, periódicos, relatórios de prestação de contas, relatórios de avaliação e concursos, datados a partir de 2005. Vale dizer, grande parte destas publicações encontram-se, segundo o site, com “versão impressa esgotada”.

A CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão do Governo Federal responsável por assistir direta e imediatamente ao Presidente da República quanto aos assuntos que, no âmbito do Poder Executivo, sejam relativos à defesa do patrimônio público e ao incremento da transparência da gestão, por meio das atividades de controle interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria”. Foi criada em 2 de abril de 2001.

Além de fiscalizar e detectar fraudes em relação ao uso do dinheiro público federal, a Controladoria-Geral da União também é responsável por desenvolver mecanismos de prevenção à corrupção. O objetivo é que a CGU não apenas detecte casos de corrupção, mas que, antecipando-se a eles, desenvolva meios para prevenir a sua ocorrência. Essa atividade é exercida por meio da sua Secretaria de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas (SPCI)”.

É importante ressaltar que “a SPCI, criada em 24 de janeiro de 2006, com a publicação do Decreto nº 5.683, é responsável por centralizar as ações de inteligência e de prevenção da corrupção, que, antes de sua criação, eram implementadas de forma dispersa pelas unidades da CGU”.

Ou seja, ações efetivas de combate e prevenção da corrupção pública somente receberam uma instituição governamental estruturada, dotada de recursos específicos, após três anos de corrupção desenfreada, que apenas agora em 2012 está sendo julgada pelo Supremo Tribunal Federal.

A Transparência Brasil (TBrasil)

A Transparência Brasil é uma organização independente e autônoma, fundada em abril de 2000 por um grupo de indivíduos e organizações não-governamentais comprometidos com o combate à corrupção”, segundo seu website.

Seu principal objetivo pode ser assim sintetizado, conforme especificado em seu estatuto:“ajudar às organizações civis e aos governos de todos os níveis a desenvolver metodologias e atitudes voltadas ao combate à corrupção”.

Visando a alcançar este objetivo a TBrasil prioriza as seguintes áreas de atuação:

  • Realização de levantamentos empíricos sobre a incidência do problema da corrupção em diferentes esferas.
  • Criação de instrumentos na Internet para propiciar o monitoramento do fenômeno da corrupção. As seguintes ferramentas são disponíveis na Internet:

v  “Excelências. Históricos da vida pública de todos os parlamentares federais e estaduais. Noticiário sobre corrupção que os envolve, processos a que respondem na Justiça, multas recebidas por Tribunais de Contas, declarações de bens, padrões de financiamento eleitoral, frequência ao trabalho e muito mais. Vencedor do Prêmio Esso de Jornalismo 2006.

v  “Às Claras. Banco de dados com informações e análises sobre o financiamento eleitoral.

v  “Deu no Jornal. Banco de dados com noticiário sobre corrupção e controle publicado em 63 jornais e revistas de todo o país, atualizado diariamente.

v  “Assistente Interativo de Licitações. Aplicativo que permite comparar um edital de licitação com aquilo que é exigido nas leis, de forma a identificar desvios. Realizado em parceria com o Tribunal de Contas de Santa Catarina.

v  “Desempenho em Licitações nos Municípios de Santa Catarina. Análise das aquisições realizadas por todos os 293 municípios de Santa Catarina desde 1997. Realizado em parceria com o Tribunal de Contas do estado.

  • Condução de programas de combate à corrupção em parceria com entes públicos.
  • Representantes da Transparência Brasil intervêm nos acontecimentos relevantes envolvendo corrupção e que afetam o país.

Reflexões sobre o tema

É impressionante que um país das dimensões do Brasil seja obrigado a possuir uma Metodologia para Mapeamento de Riscos de Corrupção, aparentemente implantada e funcionando no poder executivo.

É brutal como a corrupção pública tornou-se, digamos, uma prática necessária e irrecusável, um processo óbvio, natural e até clássico. Todos têm que ser muito corruptos neste século (últimos dez anos), pois somente cumprindo com esta “dolorosa obrigação pública” serão reconhecidos como heróis nacionais, os melhores do “nunca na história deste país”, mágicos bilionários capazes de transformar cada real, em tese honestamente recebido, em milhares de milhões reais, sem origem clara e transparente.

Chama-nos a atenção que a lei brasileira difere o corruptor ativo do corrupto passivo. O primeiro é sempre um empresário privado e o segundo, um funcionário público, senão quase vítima, seja concursado, eleito ou indicado por amigos para algum cargo de alto poder.

Conhecemos a nomenclatura ativo e passivo para diferenciar homossexuais, embora ambos estejam classificados na mesma categoria. Nada resulta em diferenciá-los. Evidente que será bem mais evidente chamar os corruptos em geral de ladrões, simples ladrões do patrimônio da sociedade. A partir daí, é possível besuntá-los a gosto, adjetivando-os como grandes especialistas dotados de pleno e notório saber em suas áreas de atuação, tais como: ladravazes, safardanas, larápios, canalhas ou simplesmente “filhas-da-puta”.

Conforme consideramos, as ações de denúncia, combate e prevenção da corrupção no sistema público somente ganharam uma instituição responsável específica após três anos de desvios e ladroagens arquitetadas dentro da própria cozinha do executivo. Os trabalhos de controle de membros da atual TBrasil têm sua origem em 1977, em Santa Catarina. Mas, ainda que com largo apoio popular e da mídia durante anos, somente a partir de 2007-2008 chamou a atenção do “distraído poder executivo brasileiro”.

Para finalizar, chamamos a coluna de hoje de João Ubaldo Ribeiro, no O Globo, – “Será que alguém vai em cana? –, onde ele considera as hipóteses relativas à dosimetria das penas e os cenários possíveis resultantes das condenações. Diz ele:

─ “O quadro mudará com as condenações? Depende. Se não houver cadeia, não muda e talvez piore. (…) Cadeia mesmo, com grades e, se possível, a fotografia de pelo menos um dos criminosos lá dentro”.

Segue o link para acesso ao documento integral da Metodologia para Mapeamento de Riscos de Corrupção. Salve o documento em seu computador e leia com bastante calma para ver até que ponto chegamos, mesmo que apenas com ações e trabalhos da sociedade civil organizada.

Mapeamento de riscos de corrupção.

Referências:

Poder para as crianças


Muito poder para as crianças é, a nosso ver, uma proposta responsável. Somente elas serão capazes de decidir quem joga, quem fica no banco e quem há de ser defenestrado do time.

Os sonhos de uma criança começam na infância quando, ainda sem consciência, enfrenta os primeiros desafios da solidão. Esta solidão nasce no silêncio de seu berço. Por isso, sonhos infantis são seus primeiros amigos reais.

Com esses sonhos é montada aos poucos a necessidade do primeiro voo para a liberdade. Assim é o instinto humano infantil, forjado de impulsos de descobrir e instalado em sua caixa de curiosidades. E esse instinto é tão firme, tão forte, que os bebês se arrastam, são promovidos a engatinhar, iniciam a desenvolver a psicomotricidade e seguem a caminhar. Espetaculares são os bebês!

O crescimento mental e físico não espera, nunca para. Segue em alta velocidade. Quando menos esperamos vislumbramos um adolescente à nossa frente. Esta é a normalidade. Mas é neste intervalo de crescimento que o jovem precisa ter entendido os melhores valores de vida e humanidade, tanto para ter domínio de si próprio, quanto capacidade de decisão.

É ao fim da primeira infância, ainda muito egocêntrica, que a criança começa a “escolher seus amigos”. E essa é uma variável não controlável, a não ser pelo que vê em casa, no relacionamento dos pais e de outros parentes próximos. Mas estas seleções não são obrigatoriamente definitivas; devem ser entendidas como testes inconscientes de simpatia.

Importante é ressaltar a figura do carinho oferecido pelos pais, desde o nascimento da criança. Que não pode ser confundida com “excessos de carinho”, pois cansam até mesmo uma criança ou tornam-na dependente desse tipo de relação. E sua independência é, ainda que relativa no início de sua história, um dos valores fundamentais da sua vida futura.

Independência, domínio de si próprio e capacidade de decisão são caraterísticas imbricadas que permitem aos jovens irem descobrindo quais são as boas estradas para sua vida, onde se encontram as margens limites e o quanto devem se afastar dos acostamentos.

Este é um processo de ensaio e erro, que pode ser beneficiado pelos exemplos dos pais em seus comportamentos perante situações da vida. Depois virão os bons professores na escola, que ele próprio irá selecionar segundo seus critérios, mesmo que ainda frágeis. De qualquer forma, em muitos casos os comportamentos dos genitores criam vincos profundos e permanentes na personalidade e no caráter dos filhos. Pois, que sejam bons os vincos, e que sejam de fogo!

As escolhas de caminhos, por demandarem decisões e opções, sempre possuem riscos, mesmo para jovens já com caráter consolidado. Porém, não custa nada permanecermos atentos e caminhar ao lado do nosso adolescente, mostrando as margens que limitam a todos nós, sem palavras ou papos-furados, apenas demonstrando a ele com nossas próprias ações. É sabido que na falta destas orientações subliminares muitos jovens acabam sendo “terrivelmente educados pela polícia”.

É desta maneira que, desde a pré-adolescência, o jovem começa a reconhecer quais são seus espaços e como deve se adaptar a eles para tentar evoluir. E neste processo haverá de aprender como conviver com tristezas, com desencantos e realizar diversos tipos de enfrentamentos, até alcançar sua auto-superação.

A síntese desse processo, a qual julgamos imprescindível, é a educação política dos jovens. Absolutamente, não aceitamos em nenhuma hipótese a frase “não gosto da política”. Tentemos ensinar aos nossos jovens o que é a Ciência Política e a necessidade imperiosa de participarmos dela, juntos e ativamente, de sermos um dos detergentes ácidos capazes de sanear o lixo da corrupção, com a qual se encontram comprometidos e atolados muitos dos atuais “líderes” políticos brasileiros.

Finalizando

Para educar um filho, um jovem, não há uma receita de bolo.

Cada filho é um, único e indivisível. No entanto, dê-lhe bons valores, semeie princípios de vida, de moral, de ética, de razão, de lógica, de paciência, de agressividade responsável, de direitos humanos.

Desde cedo, incuta em sua cabecinha que ele possui muito poder a partir do dia em que nasceu.

Com certeza, não se arrependerá do tempo despendido neste trabalho de educação, ao contrário. Entenderá que realizou a maior proeza de sua vida.

Lago de Carezza, Itália


Lago de Carezza, Itália

No dia 20 de agosto publicamos uma breve nota intitulada “Onde ficam esses lugares?”. São várias tomadas fotográficas que parecem estar localizadas em diversos países, mas, em tese, seriam todas brasileiras e de regiões do Rio Grande do Sul.

No entanto, a primeira foto publicada, como se fosse o Lago Krupp, na verdade não o é. Trata-se do Lago Carezza, situado em terras italianas.

Agradecemos ao leitor que se assina “King Arthur”, pois chamou-nos a atenção para o engano cometido por nossa equipe. Em nome da credibilidade das informações que postamos, fica aqui, sobre essa Távola Redonda, o registro da correção.

Situado na borda do arco dos Alpes italianos, em Tirol do Sul, o pequeno Lago de Carezza está encaixado em rochas e solos dolomíticos é uma grande atração ao turismo e à conservação ambiental da ponta nordeste da Itália.

Lago di Carezza, Tirol do Sul

Um dos aspectos de interesse nesta região dos Alpes são suas rochas sedimentares de dolomita. Trata-se de um mineral composto por carbonato de cálcio e magnésio, que possui a cor cinza, com raias brancas, e brilho vítreo. Sua cristalização normalmente ocorre sob a forma de romboedros.

O aspecto trigonal da Dolomita

A origem da dolomita ainda constitui um bom debate geológico, não se sabendo muito sobre a sua real orogênese. As propostas mais aceitas são (i) origem em processos hidrotermais, com fluidos vindos de grandes profundidades, através de falhas geológicas e (ii) orogênese a partir de interação microbial em ambientes hipersalinos.

É utilizada como fonte de magnésio para a produção industrial de materiais refratários a elevadas temperaturas.

Cidades brasileiras: identificando problemas, buscando soluções


Grande evento sobre a Prevenção da Criminalidade!

Recebemos o convite do Instituto Publix para participar de um ciclo de 8 seminários relativos ao tema em epígrafe. E o estendemos a todos os interessados na solução dos problemas urbanos das maiores metrópoles brasileiras.

As Grande Cidades Brasileiras

Os palestrantes do primeiro seminário – “Segurança Metropolitana: Qual é o papel do municípios na prevenção da criminalidade” – serão os especialistas e professores Cláudio Beato, Bruno Bondarosvky e Leandro Piquet.

O Professor Caio Marini, Diretor do Instituto Publix, fará comentários e mediações sobre cada uma das palestras.

Local do evento

Para maiores detalhes e informações sobre como participar acessem o link abaixo:

http://publix.envemkt.net/ver_mensagem.php?id=H|256|209957|132394926181247500.