A qualidade ambiental da Cidade de Malmö, Suécia


Este artigo tenciona mostrar a clara diferença entre a realidade de uma área urbana dotada de excelente desempenho ambiental e a pretensão desconexa de que cidades possam apresentar sustentabilidade. Assim, prestamos uma homenagem aos cérebros quânticos deste pais na batalha para honrar a cultura e a inteligência humana: a Suécia.

O desempenho ambiental de Malmö, Suécia 

A Cidade de Malmö, fundada provavelmente em 1275, ainda em território dinamarquês, demonstra que somente mantém a Sustentabilidade de seu ambiente territorial porque ganha a Medalha de Ouro Mundial em Desempenho Ambiental.

Bandeira da Suécia

Em 2006, Malmö possuía uma população de 272.634 habitantes, sendo a terceira cidade mais populosa da Suécia.

Na atualidade, todas as suas necessidades de energia são supridas através de sistemas de geração de energia solar e eólica, em sua maioria particulares. Suas demandas de água são garantidas por meio de captação em seus lençóis d’água e pela acumulação e tratamento das águas das chuvas.

O estreito de Öresund separa Malmö de Copenhague, possui cerca de 16 km, separando a Suécia da Dinamarca. Sendo assim, Malmö tornou-se um importante porto exportador de laticínios, produtos agrícolas, produtos químicos e florestais.

Esta cidade foi uma das primeiras e mais industrializadas cidades da Suécia, possuindo indústrias de construção naval, cerveja, açúcar, máquinas, têxteis, fosfatos, cimento, dentre outras.

Os principais monumentos a visitar em Malmö são a fortaleza de Malmöhus, o edifício da Câmara Municipal e a Igreja Gótica de São Pedro, construída no século XIV. Na área da educação e da cultura, além da Universidade Marítima Mundial da ONU, a cidade possui a Escola Superior de Malmö, mais três Academias, de Arte, de Música e de Teatro, respectivamente, além de uma Faculdade de Medicina.

Vista panorâmica de Malmö

Desde o final da 2ª Guerra Mundial, Suécia e Dinamarca pretendiam construir uma ponte que unisse seus territórios. Seria uma ponte de dezesseis quilômetros atravessando o Estreito de Öresund. Em 1991 os chefes de governo destes países assinaram um acordo para a construção desta obra de arte e que possuía algumas condições objetivas. Dentre elas, permitir o tráfego de navios no estreito. No ano 2000, a obra foi entregue aos cidadãos dos dois países: um túnel-ponte ou ponte-túnel.

Pelo lado dinamarquês começa um túnel submarino de 3,5 quilômetros, que emerge em um ramo de rodovia de 4 km sobre a ilha artificial de Peberholm, a qual também fez parte do projeto. Por fim, começa o terceiro trecho da travessia do estreito. Trata-se de uma ponte de quase 8 km que chega a Suécia, em Malmö.

Na imagem de satélite abaixo podemos ver o desenho do projeto.

Imagem orbital Túnel-Ponte

O túnel-ponte permite o tráfego de veículos e de trens. No entanto, não poderia ter torres altas, pois há um importante tráfego aéreo nessa região. Além disso, haveria de ser projetada com vãos sem pilares para permitir a passagem de barcos de porte um pouco menor.

O trecho da ponte possui duas colunas bem elevadas de forma a evitar a construção de pilares que impedissem a passagem de barcos. Ambas as colunas têm elevador interno para facilitar sua manutenção.

Vista aérea do túnel-ponte

É a maior ponte-combinada da Europa e conecta duas áreas cruciais, que viram seu tráfego consideravelmente facilitado. A via em que funciona é a E-20 e o eixo ferroviário é chamado de “Railway Oresund”. Por outro lado, é a mais longa ponte interfronteiras em todo o mundo.

A área mais antiga de Malmö foi construída entre 1300 e 1600, durante o seu primeiro período de expansão. A cidade guarda deste período a disposição das ruas na zona central e algumas das casas mais antigas.

Após a recessão ocorrida nos séculos seguintes, o seguinte período de expansão de Malmö, em meados do século XIX, levou à construção de edifícios em pedra e tijolo. Por volta de 1945, o governo sueco iniciou um programa de investimentos em habitação, com a intenção de providenciar apartamentos de baixo custo nos subúrbios das grandes cidades, e Malmö não foi exceção. Paralelamente, ocorreu a reconstrução do centro da cidade.

Recentemente, a arquitetura tornou-se bem mais ousada. A região que possuía a indústria pesada foi reconstruída em 2001, tornando-se num dos locais mais sofisticados da cidade. É conhecida como Bo01 e tem em sua vizinhança o “Turning Torso“, um arranha-céu de estrutura espiralada, com 190 metros de altura, desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava. Esse prédio é totalmente autônomo em energia, água e refrigeração, tanto no inverno, quanto no pequeno verão.

Turning Torso à noite

Parabéns aos governantes suecos pela qualidade de suas decisões públicas e pela correta implantação de seus relevantes projetos de engenharia.

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